A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (13), nove mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) no âmbito da nona fase da Operação Overclean, que apura suspeitas de corrupção, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares.
A ofensiva foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso.
Entre os alvos da operação estão o apartamento funcional utilizado pelo parlamentar em Brasília, a sede estadual do PDT na Bahia e um imóvel de alto padrão avaliado em cerca de R$ 50 milhões, localizado no estado, e que passou a integrar o foco da investigação patrimonial conduzida pela PF. A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB).

Investigação aponta avanço sobre núcleo político
A nova fase da Overclean decorre de provas obtidas na quarta etapa da operação, deflagrada em 2025, quando Marcelo Chaves Gomes, assessor direto de Mendonça Júnior, foi apontado como operador do esquema e passou a cumprir medidas cautelares. Segundo a PF, os elementos colhidos a partir daquele momento sustentaram a necessidade de aprofundar o inquérito em direção ao núcleo político da organização criminosa.
De acordo com a apuração, o grupo é suspeito de liberar emendas parlamentares mediante pagamento de vantagens indevidas, com posterior manipulação de processos licitatórios em municípios beneficiados. O objetivo, segundo a investigação, seria desviar recursos públicos por meio de contratos administrativos superfaturados, movimentando valores posteriormente lavados em operações financeiras diversas.
A investigação também aponta para possível uso de imóveis de alto padrão como instrumentos de ocultação patrimonial.
Até o momento, o deputado não se manifestou sobre a operação. O espaço segue aberto para posicionamento.