O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) virou alvo de críticas após comentar a postura de Jair Bolsonaro na derrota das eleições de 2022. Eduardo Bolsonaro e Jair Renan reagiram nas redes sociais. Depois, o parlamentar afirmou que sua fala foi tirada de contexto e negou ter chamado o ex-presidente de “covarde”.
Tudo começou após a participação de Zé Trovão no Quintow Podcast, exibido na última quinta-feira (2).
Ao ser questionado sobre o silêncio de Bolsonaro depois da derrota para Lula (PT), o deputado respondeu: “Covarde. Não podia ter feito aquilo porque hoje tem milhares de pessoas presas. Eu não admiti o que foi feito”. Em seguida, afirmou que tem dedicado seu “tempo político” para tentar libertar essas pessoas (veja abaixo).
O trecho repercutiu motivou a reação de Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú (SC). No X, ele classificou a atitude de Zé Trovão como “canalhice” e chamou o deputado de “aproveitador”.
Na sequência, Eduardo Bolsonaro também passou a fazer uma série de publicações criticando o parlamentar e compartilhando mensagens de aliados. Entre elas, Eduardo Bolsonaro relembrou o período em que Zé Trovão ficou no México após ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que, mesmo depois do episódio, o caminhoneiro disputou as eleições pelo partido de Bolsonaro.
Deputado diz que fala foi tirada de contexto
Após a repercussão das críticas, Zé Trovão publicou uma mensagem nas redes sociais para negar que tenha chamado Bolsonaro de covarde e reafirmar sua lealdade ao ex-presidente. “Aqui não tem ninguém que rói a corda, morde a fronha ou recua. Sempre tive posições claras e firmes. Não tenho político de estimação. Quando tenho que criticar, critico. Mas a verdade é uma só, eu nunca chamei meu presidente de covarde. Nunca faria isso, muito pelo contrário. É um dos homens mais honrados, que não merecia passar pelo que está passando”.
Caminhoneiro de profissão, Zé Trovão ganhou projeção nacional durante as mobilizações de apoiadores de Bolsonaro em 2022 e chegou a declarar apoio aos bloqueios de rodovias após o segundo turno. Na época, teve a prisão decretada pelo STF por suspeita de organizar manifestações violentas e incentivar atos contra a Corte. Ele ficou foragido até ser localizado pela Polícia Federal (PF) em um hotel no México.