O carnaval ainda nem começou oficialmente, mas o Bloco das Tretas já saiu às ruas e com direito a empurrão, alfinetada e resposta em público. Tudo começou depois que Natalia Beauty, colunista da Folha de S.Paulo, assumiu publicamente que usa inteligência artificial como ferramenta de apoio na escrita de seus textos. A confissão, vista por alguns como transparência, caiu como gasolina em terreno seco nas redes sociais.
Quem puxou o fósforo foi Gabriel Calamari, que publicou um vídeo criticando duramente a empresária. O tom não foi exatamente técnico. A crítica passou longe de discutir limites éticos da IA e entrou direto no campo da desqualificação.
Mas o vídeo ganhou tração de verdade quando recebeu o selo Piovani de aprovação.
Nos comentários, Luana Piovani resolveu participar da conversa e escreveu que a “estrupícia da sobrança”, com erro ortográfico incluído propositalmente, ainda escreve coluna na Folha de S.Paulo. Para completar, disparou: “ainda bem que eu não dou entrevistas para esse jornal”. Pronto. Bastou isso para a treta sair do nicho digital e virar assunto de bastidor.
A fala da atriz foi lida por muitos como mais do que uma crítica à inteligência artificial. Soou como ataque pessoal, desdém profissional e, para alguns, um recado atravessado ao próprio jornal. Natalia Beauty não deixou barato. A empresária respondeu à altura, com um reels no seu perfil, no qual rebateu as críticas e ironizou o tom adotado pela atriz. Sem baixar o nível, mas sem fingir que não ouviu, Natalia reforçou que o uso de IA não substitui pensamento, repertório nem responsabilidade autoral e que o incômodo parece ser menos com a tecnologia e mais com quem ocupa espaço.


Fotos: Reprodução Redes Sociais
Os Bastidores
Nos bastidores, o episódio acendeu um debate que vai além da fofoca: até onde vai a crítica e onde começa o linchamento digital? Quem pode usar tecnologia sem ser acusado de fraude intelectual? E por que a reação costuma ser mais dura quando a protagonista é uma mulher que escreve, opina e se expõe?
Enquanto essas perguntas ficam no ar, uma coisa é certa: o bloco desfilou, o tamborim bateu forte e ninguém saiu ileso e, pelo ritmo do carnaval, essa história ainda pode ganhar novos capítulos.