A missa de sétimo dia do cantor Netinho será realizada na próxima segunda-feira (19), às 12h, na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, na Bahia. A cerimônia será aberta ao público e poderá receber fãs, amigos e familiares que desejam prestar uma última homenagem ao artista, que morreu aos 60 anos.
O convite foi divulgado na sexta-feira (16), no perfil oficial do cantor nas redes sociais. Na publicação, os familiares chamaram o público para participar da celebração em memória do artista, conhecido no axé music. A mensagem também destacou a importância da trajetória de Netinho e o carinho deixado por ele.
“Netinho, seu legado é eterno, sua alegria permanece viva e seu amor continuará entre nós”,
diz um trecho da publicação feita pela família.
Netinho, nome artístico de Ernesto de Souza Andrade Júnior, morreu na terça-feira (13), em um hospital de Salvador, após enfrentar um câncer do sistema linfático. O velório e a cremação foram planejados para ocorrer de forma reservada, apenas com familiares e amigos próximos, conforme o desejo manifestado pelo cantor.
O artista revelou o diagnóstico de câncer em março de 2025, nas redes sociais, depois de ser internado com fortes dores nas pernas. Segundo a assessoria do cantor, nos últimos meses ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B. A doença evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Carreira no axé music
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho se mudou com a família para Salvador aos 10 anos. Na adolescência, começou a se aproximar da música e conciliou os estudos com apresentações até iniciar a carreira profissional.
Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador e ganhou projeção nacional com a música “Beijo na Boca”. Anos depois, já em carreira solo, lançou “Milla”, em 1996, canção que se tornou um dos grandes símbolos da axé music. Outros sucessos do cantor incluem “Fim de Semana” e “Estrela Primeira”.
Além da carreira musical, Netinho também atuou como empresário e investiu em um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, que recebeu artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve uma filha, Bruna Trindade.



