O parque Hopi Hari, localizado em Vinhedo (SP), iniciou o desmonte da réplica da Torre Eiffel, instalada na região de Kaminda Mundi, como parte de seu plano de revitalização e preparação para novos investimentos quase 14 anos após de um acidente fatal. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do parque.
A estrutura abrigava a atração La Tour Eiffel, de onde uma adolescente de 14 anos caiu e morreu em fevereiro de 2012, após falha em uma trava de segurança.
A cadeira utilizada por Gabriela Yokuri Michelari, que despencou do brinquedo, estava interditada havia cerca de dez anos, segundo depoimento de um dos gerentes do parque à Polícia Civil.
Na época, a declaração surpreendeu os investigadores e reforçou a tese de falha humana. “Ele disse que ficou surpreso como nós porque sequer sabia que aquela cadeira havia sido utilizada”, afirmou o delegado de Vinhedo, à imprensa na época.
Para o Ministério Público, o relatou na época a ausência de fiscalização interna. “A investigação agora ganha contornos mais complexos, porque faltou vigilância, uma vez que aquela cadeira jamais deveria ter sido usada”, apontou o promotor Rogério Sanches na época.
O caso foi encerrado em 2019, quando a Justiça condenou três funcionários do parque pela morte da menina. O pena foi de 2 anos e 8 meses de prisão por homicídio culposo, com a pena revertida para prestação de serviços à comunidade e pagamento de salário mínimo para entidade social, e com direito à recurso.

Reestruturação e certificação internacional
Desde 2019, com a chegada de uma nova administração, o Hopi Hari tem promovido reformas estruturais e modernização de atrações, com foco no fortalecimento dos protocolos de segurança.
Entre os marcos dessa nova fase está a retomada da certificação internacional TÜV, uma das mais reconhecidas do setor de inspeção técnica e operacional em equipamentos de entretenimento. O selo é renovado anualmente há quatro anos, segundo o parque.
A política de manutenção contínua também se reflete em outras iniciativas recentes, como o projeto de hibridização da Montezum, considerada a maior montanha-russa de madeira da América Latina. A proposta, segundo o parque, envolve a combinação de aço e madeira na estrutura, com o objetivo de aumentar a durabilidade, a confiabilidade operacional e o conforto dos visitantes.
Segundo a direção do parque, os próximos investimentos serão divulgados oportunamente, mas já fazem parte de um cronograma de modernização em curso.
