O cantor Amado Batista foi denunciado pelo MP por apresentar em uma de suas fazendas condições precárias de habitação, incluindo falta de cama e local adequado para as refeições, sem mesa e cadeiras. As duas propriedades que foram vistoriadas ficam em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia, em 2024.
O Governo Federal fez a atualização da lista, aparecendo o nome do artista nesta segunda-feira (6). Segundo informações, 14 funcionários teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão, sendo 10 no Sítio Esperança e 4 no Sítio Recanto da Mata, ambas situadas na BR-060, zona rural da cidade.
“O local não dispunha de camas, sendo que os trabalhadores dormiam sobre colchões no chão; não eram fornecidas roupas de camas e nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras”, informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).



Fotos Reprodução MTE
Irregularidades Corrigidas
O advogado do cantor, Maurício Carvalho, informou que não houve resgate de trabalhadores nas fazendas e que as irregularidades apontadas nas duas propriedades foram “corrigidas”
A fiscalização aconteceu durante o período de 19 a 29 de novembro de 2024, em uma inspeção da Polícia Civil de Goiás após uma denúncia sobre possíveis irregularidades trabalhistas.