O vendaval que atingiu a Grande São Paulo entre quarta (10) e a madrugada desta quinta-feira (11) deixou mais de 1,5 milhão de pessoas sem energia em várias regiões.
Segundo a Enel, o ciclone extratropical provocou estragos na rede elétrica e derrubou árvores, ampliando o apagão que começou após as rajadas intensas. A situação ainda impacta moradores da capital e cidades vizinhas, que enfrentam horas de instabilidade no fornecimento.
Onde o vendaval causou mais apagões em SP
O mapa da Enel mostra que mais de 1,5 milhão de clientes continuam sem luz na manhã desta quinta. A capital lidera a lista, com mais de 1 milhão de unidades afetadas.
- São Paulo: 1.018.162
- Santo André: 69.550
- Osasco: 35.714
- Embu: 31.552
- Carapicuíba: 26.616
- Diadema: 26.038
Municípios como Embu-Guaçu, Cotia, Itapecerica da Serra e Juquitiba registraram as maiores proporções de interrupção.
O que diz a Enel sobre o apagão
A Enel informou que mais de 1.500 equipes foram acionadas para o restabelecimento desde o início do vendaval. Cerca de 500 mil clientes já tiveram o serviço normalizado, mas trechos inteiros da rede seguem danificados.
A concessionária também afirma que disponibilizou geradores para ocorrências mais graves e reforça que o volume de quedas de árvores sobre os cabos explica o atraso na recomposição do sistema.
Quedas de árvores aumentam após ventania
Entre 0h e 19h40 de quarta, o Corpo de Bombeiros recebeu 1.327 chamados por quedas de árvores na Grande São Paulo.
Na manhã desta quinta, outros registros incluíam 17 novas quedas e 10 chamados por desabamentos. Um dos casos atingiu a Japan House, na Avenida Paulista, que cancelou as atividades do dia após um tronco cair sobre a entrada.
O que provocou o vendaval em SP
O ciclone extratropical que se formou no Sul do país trouxe ventos fortes, chuva volumosa e risco de granizo. Em SP, as rajadas chegaram a 98 km/h, segundo o Inmet, e o fenômeno durou cerca de 12 horas.
Desde segunda-feira (8), a Defesa Civil já havia colocado o estado em alerta para temporais e rajadas intensas. Durante o período mais crítico, um gabinete de crise foi ativado.