Piracicaba inaugurou a segunda Residência Inclusiva do município, durante uma ação da Prefeitura para ampliar o atendimento a pessoas com deficiência em situação de dependência. A nova unidade fica no Centro e começou a receber moradores em agosto.
Nova Residência Inclusiva atende até dez moradores
A segunda unidade está localizada na Rua José Vizioli, 109, no Centro de Piracicaba. A casa tem capacidade para dez moradores e funciona durante 24 horas.
A estrutura possui quatro quartos, três banheiros, cozinha, sala com dois ambientes, lavanderia, garagem e área externa. O imóvel também conta com rampa de acesso ao quintal.
O serviço dispõe de cuidadores, psicólogo e assistente social. A equipe acompanha os moradores de forma contínua, conforme as necessidades de cada pessoa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a Residência Inclusiva integra os serviços de acolhimento para jovens e adultos com deficiência. A modalidade atende pessoas entre 18 e 59 anos que não conseguem se manter sozinhas e estão afastadas do convívio familiar.

Quem pode ser atendido em Piracicaba
O serviço municipal atende pessoas com deficiência que estejam em situação de dependência. Também é necessário que o morador não tenha condições de autossustento ou de receber cuidados da família.
Entre os públicos prioritários estão pessoas que passaram por serviços de acolhimento e tiveram os vínculos familiares rompidos. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também podem estar entre os casos prioritários.
A Residência Inclusiva busca oferecer proteção sem afastar o morador da comunidade. O modelo prevê uma casa adaptada e inserida em área residencial. A proposta também estimula autonomia e participação social.
Como funciona o acesso ao serviço
Em Piracicaba, a entrada ocorre pela Central de Vagas da Secretaria Municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família. A equipe realiza avaliações antes de definir o acolhimento.
O município também exige que a pessoa resida em Piracicaba há pelo menos dois anos. O acolhimento ocorre de forma excepcional, após a análise das possibilidades de autonomia e convivência familiar.
Parceria mantém atendimento da nova unidade
A Prefeitura de Piracicaba mantém o serviço em parceria com a Casa do Bom Menino, Organização da Sociedade Civil responsável pela execução da residência.
O município destinou R$ 1,17 milhão para 12 meses de manutenção da unidade. O serviço também recebeu R$ 216 mil do Governo do Estado de São Paulo, com possibilidade de prorrogação do repasse.
A parceria segue o modelo previsto para a Residência Inclusiva. O serviço pode ser executado diretamente pelo poder público ou por uma organização de assistência social.
A primeira unidade de Piracicaba também é administrada pela Casa do Bom Menino. Com a nova casa, o município amplia a quantidade de vagas disponíveis para esse público.
A abertura da segunda Residência Inclusiva ocorreu em 11 de agosto e contou com representantes da Prefeitura, Câmara Municipal e da rede de assistência social. O serviço passa a integrar a estrutura de acolhimento destinada às pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade no município.