Três a cada 10 estudantes brasileiros de escolas públicas e particulares entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico, diz Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. De acordo com os dados, as meninas são as mais expostas: 31,7%, contra 27,4% entre os meninos. Além disso, 26,3% usaram o produto nos últimos 30 dias.
Entretanto, os resultados indicam redução do uso de cigarro, álcool e drogas ilícitas entre o período avaliado (2019 e 2024).
A PeNSE 2024 aponta um crescimento alarmante no consumo de tabaco entre jovens. O levantamento detalha a idade do primeiro contato e o uso recente de dispositivos como narguilé e cigarros eletrônicos (vapes e pods), além de investigar como esses produtos são obtidos e a exposição ao fumo passivo.
Avanço dos dispositivos eletrônicos
O dado mais crítico revela que a experimentação do cigarro eletrônico saltou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. O hábito é mais comum entre alguns grupos específicos:
- Meninas (31,7%) experimentam mais que meninos (27,4%).
- Rede de ensino: Alunos da rede pública (30,4%) superam os da rede privada (24,9%).
Cenário regional
Embora o aumento tenha sido registrado em todas as regiões do país, os índices variam:
- Maiores percentuais: Centro-Oeste (42,0%) e Sul (38,3%).
- Menores percentuais: Nordeste (22,5%) e Norte (21,5%).
Consumo de álcool e drogas
Novos dados revelam uma mudança no comportamento dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos. Embora a experimentação de álcool ainda atinja mais da metade dos jovens (53,6%), os índices de consumo recente e o uso de drogas ilícitas apresentaram quedas significativas em comparação a 2019.
A experimentação aumenta conforme a idade, saltando de 46,4% (13-15 anos) para 66,3% (16-17 anos). O recorte de gênero mostra que as meninas bebem mais que os meninos:
- Experimentação: 57,5% delas contra 49,7% deles.
- Consumo recente (últimos 30 dias): Caiu de 28,1% para 20,4% no geral.
- Consumo abusivo: Também em queda, mas ainda maior entre mulheres (24,2%) do que entre homens (17,7%).
Queda no uso de drogas e iniciação precoce
O uso de substâncias ilícitas registrou retração em todas as frentes:
- Experimentação geral: Caiu para 8,3% (era 13% em 2019).
- Consumo recente: Redução de 5,1% para 3,1%.
- Iniciação precoce (até os 13 anos): Caiu de 4,3% para 2,7%.
Dessa maneira, o uso precoce é mais frequente em meninos (3,1%) e em alunos da rede pública (3,0%), que apresentam o dobro do índice registrado na rede privada (1,3%).
*Com informações da Agência IBGE