Para o idoso, manter uma rotina ativa e realizar atividades que proporcionem prazer pode contribuir para uma vida mais saudável e significativa. A convivência com animais, como cães e gatos, pode tornar o dia a dia mais leve, além de proporcionar carinho, companhia e momentos de alegria.
Ter um animal de estimação também pode estimular a criação de novos hábitos e estabelecer horários para atividades diárias. Os cuidados com o animal podem incentivar mais movimento e contribuir para o bem-estar e a saúde física e emocional.
Além dos benefícios, no entanto, é importante considerar as responsabilidades envolvidas. Alimentação, higiene, passeios e outros cuidados fazem parte da rotina e devem ser avaliados de acordo com as condições e necessidades de cada idoso.
“A convivência com um animal pode trazer companhia, afeto, sensação de vínculo e uma rotina de cuidados. Para uma pessoa idosa que vive sozinha, ter alguém, ou melhor, um animal, esperando por ela pode fazer diferença no dia a dia. Os benefícios podem incluir mais movimento, principalmente no caso dos cães, estímulo à rotina e uma sensação maior de propósito e responsabilidade”, comenta Cláudia Alves, gerontóloga.
Convivência
A convivência com um animal de estimação pode proporcionar companhia, afeto e uma relação de troca no dia a dia. Conversar, fazer carinho, brincar ou simplesmente contar com a presença do animal em casa pode ajudar algumas pessoas a reduzir a sensação de solidão.
Entre os possíveis benefícios dessa convivência, estão:
- Companhia e afeto: a presença do animal pode contribuir para diminuir a sensação de solidão;
- Evolução cognitiva: alguns grupos de pessoas idosas podem apresentar uma evolução cognitiva mais favorável;
- Bem-estar emocional: a relação com o animal pode representar uma importante forma de vínculo e interação.
É importante considerar, porém, que a convivência com animais não é uma preferência de todas as pessoas idosas. Nem todo idoso gosta ou deseja ter um animal de estimação, e essa escolha deve ser respeitada.
” A adoção precisa ser uma decisão consciente, pensada para o bem-estar dos dois: do idoso e do animal”, explica a médica.
Cuidados
O idoso deve estar atento a cuidados básicos para garantir a saúde e o bem-estar do animal. Além de oferecer alimentação adequada e água, é importante manter a vacinação em dia, controlar parasitas, cuidar da saúde dos dentes e manter a higiene. Também é necessário acompanhar o peso e proporcionar atividades adequadas à rotina e às necessidades do animal.
A escolha de um pet deve considerar o temperamento e o nível de energia, e não apenas a raça ou a aparência. Para pessoas com limitações de mobilidade, animais muito agitados ou que exigem atividades físicas intensas podem não ser adequados. Nesse caso, um animal adulto e de temperamento tranquilo pode ser uma opção mais apropriada.
“No caso dos animais adultos, já é possível conhecer melhor sua personalidade e entender se ele é sociável, tranquilo, brincalhão ou mais independente” apontou Aline Ambrogi, médica veterinária e docente de Medicina Veterinária da UniFAJ.
Antes da adoção, é importante avaliar características que podem influenciar a convivência e os cuidados com o animal, como:
- Tamanho e força;
- Nível de energia;
- Temperamento;
- Facilidade de manejo;
- Necessidade de exercícios;
- Comportamento com pessoas;
- Histórico de socialização;
- Idade e possíveis necessidades de saúde.
“Eu recomendaria que a adoção fosse pensada não apenas para o momento atual, mas também para os próximos anos. É importante considerar se haverá condições de cuidar do animal diariamente, o que fazer em caso de doença ou viagem, se haverá recursos financeiros para os cuidados necessários e se existe alguém que possa ajudar quando for preciso“, esclarece a professora.





