A injetável no SUS para prevenção do HIV avança no processo de incorporação em 2026. O cabotegravir de longa duração está em avaliação pela Conitec, com previsão de uso a cada dois meses, mas os critérios finais para a oferta pública ainda dependem da conclusão do processo.
Quem deve receber as primeiras doses
A proposta em análise considera inicialmente pessoas com maior vulnerabilidade ao HIV que não usam a PrEP oral. O foco está em quem enfrenta dificuldades sociais ou problemas para manter o acompanhamento necessário nos serviços de saúde.
Esse direcionamento aparece no relatório preliminar da Conitec sobre o cabotegravir. O documento foi publicado em agosto de 2026 e passou por consulta pública entre os dias 10 e 31 daquele mês.
A prioridade não significa que todos os usuários atuais da PrEP oral deverão trocar de método. A proposta considera diferentes formas de prevenção e leva em conta as condições de acesso e acompanhamento de cada pessoa.
Critérios ainda podem mudar
A definição final dos grupos atendidos ainda não foi publicada. Por isso, idade, condições específicas e regras para receber as primeiras aplicações podem sofrer alterações até a conclusão da incorporação.
O Ministério da Saúde informou que a escolha de novas tecnologias de prevenção considera evidências científicas, aspectos econômicos e condições de acesso.
Como funciona o injetável no SUS
O medicamento em avaliação é o cabotegravir. Ele pertence à classe dos antirretrovirais e atua contra uma etapa necessária para a multiplicação do HIV.
A Anvisa já aprovou o cabotegravir injetável como PrEP para adultos e adolescentes com mais de 12 anos, peso mínimo de 35 quilos e risco aumentado de adquirir o HIV.
O esquema prevê uma aplicação inicial e outra um mês depois. Após essa fase, as doses de manutenção são administradas a cada dois meses.
Antes do início, a pessoa precisa ter resultado negativo para HIV. O acompanhamento também exige novas testagens durante o uso da profilaxia.
PrEP oral continua disponível
A chegada do cabotegravir não significa o fim da PrEP em comprimidos. O Ministério da Saúde informa que a modalidade oral já faz parte das estratégias oferecidas pelo SUS.
A escolha entre as opções depende da situação de cada usuário. Para algumas pessoas, manter o comprimido pode ser mais adequado. Para outras, as aplicações periódicas podem facilitar a continuidade da prevenção.
Em julho de 2026, o Ministério informou que 356 mil pessoas já haviam iniciado a PrEP oral no Brasil desde sua incorporação ao SUS.
Quando a PrEP injetável estará disponível
Ainda não existe uma data nacional definida para o início da distribuição. A tecnologia passou por avaliação da Conitec em 2026, mas a publicação de uma recomendação preliminar não representa, sozinha, a oferta imediata no SUS.
Enquanto o processo não termina, a prevenção do HIV continua disponível na rede pública por diferentes estratégias. O SUS oferece PrEP oral, PEP, preservativos, testagem e acompanhamento de saúde.
Assim, quem busca proteção contra o HIV deve procurar um serviço de saúde para conhecer as opções disponíveis atualmente. A definição sobre as primeiras pessoas que receberão o cabotegravir dependerá das regras finais de incorporação e implementação no sistema público.




