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São Paulo confirma 16 casos de sarampo; bebês são a maioria

Dez pacientes são bebês com até um ano; vacinação foi ampliada em três cidades
Vacina sendo aplicada em braço de uma pessoa, com seringa e profissional segurando o aplicador; contexto de prevenção ao sarampo, com foco em casos em São Paulo e maioria de bebês.

O sarampo chegou a 16 casos confirmados no estado de São Paulo em 2026. A maioria dos pacientes é formada por bebês com até um ano, grupo que concentra dez dos diagnósticos registrados.

A Secretaria Estadual de Saúde também confirmou seis casos entre adultos de 20 a 50 anos. Diante do avanço da doença, três cidades ampliaram a vacinação para moradores de 6 meses a 59 anos.

Sarampo em São Paulo: onde estão os casos?

A capital paulista concentra 13 dos 16 casos registrados no estado. São Bernardo do Campo confirmou dois pacientes, enquanto Guarulhos contabilizou um caso.

Entre os infectados, há sete homens e nove mulheres. Os bebês representam mais da metade dos diagnósticos, o que reforça o alerta para pais e responsáveis.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo ar e por gotículas liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.

Cobertura vacinal está abaixo da meta

A cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 77,5% em São Paulo. Na segunda dose, o índice cai para 65,5%.

Os dois números estão abaixo da meta de 95% definida pelo Ministério da Saúde. Quando a vacinação fica abaixo desse nível, o vírus encontra mais espaço para circular entre a população.

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O Sistema Único de Saúde oferece o imunizante gratuitamente nas unidades de saúde.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?

O esquema muda conforme a idade e o histórico de vacinação. Em São Paulo, a recomendação atual segue esta divisão:

  • Bebês de 6 a 11 meses: uma dose zero;
  • Pessoas de 12 meses a 29 anos: duas doses;
  • Adultos de 30 a 59 anos: uma dose;
  • Profissionais da saúde: duas doses, independentemente da idade.

A capital oferece a dose zero para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Depois, o calendário infantil prevê a tríplice viral aos 12 meses e a tetraviral aos 15 meses.

São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo também ampliaram temporariamente a imunização para pessoas de 6 meses a 59 anos.

Campanha de vacinação segue até setembro

A Campanha Nacional de Multivacinação começou em 3 de agosto e segue até 1º de setembro. A ação busca atualizar as carteiras de vacinação e aumentar a proteção contra diferentes doenças.

Além da vacina contra o sarampo, a campanha oferece imunizantes contra poliomielite, hepatite, febre amarela, gripe, Covid-19, HPV e outras doenças.

Na capital, todas as 482 Unidades Básicas de Saúde atendem durante a semana, das 7h às 19h. Aos sábados, a vacinação ocorre nas AMAs e UBSs Integradas.

A população pode localizar o posto mais próximo pela plataforma Busca Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Quais são os principais sintomas?

O sinal mais conhecido é o aparecimento de manchas vermelhas. Elas costumam começar no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.

A pessoa também pode apresentar febre acima de 38,5 °C, tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.

Quem apresentar sintomas deve procurar atendimento e informar a suspeita antes de entrar em contato com outras pessoas. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e controle da doença.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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