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Sarampo: veja os cuidados e quem deve se vacinar após alta de casos em SP

Estado de São Paulo já registra 23 casos da doença em 2026; Campinas não tem confirmações desde 2021 e reforça orientações sobre prevenção
Erupções e manchas vermelhas na pele, com braços de uma pessoa segurando a mão sobre a área afetada, ilustrando casos de sarampo e cuidados após alta de infecções em SP.

Diante do aumento de casos de sarampo no Estado de São Paulo, que já soma 23 confirmações em 2026, a Secretaria de Saúde de Campinas reforçou as orientações à população sobre sintomas, formas de transmissão, prevenção e vacinação contra a doença. O município não registra casos confirmados desde 2021, mas mantém ações preventivas para evitar a circulação do vírus.

Em 2025, a cidade alcançou 98,30% de cobertura para a primeira dose da tríplice viral e 92,41% para a segunda dose.

A Prefeitura também realiza ações preventivas, como campanha de multivacinação e orientações para escolas e hospitais.

Quais são os sintomas do sarampo?

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias liberadas ao falar, tossir ou respirar. O vírus pode permanecer no ar em ambientes fechados e uma pessoa infectada pode transmitir a doença antes mesmo do surgimento das manchas na pele.

Os principais sintomas são:

  • febre;
  • manchas vermelhas pelo corpo;
  • coriza;
  • tosse;
  • conjuntivite.

O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas varia de 7 a 21 dias.

Como os sinais podem ser confundidos com outras doenças, a orientação é procurar atendimento médico ao apresentar febre acompanhada de manchas vermelhas no corpo.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível para pessoas que não possuem o esquema completo.

O calendário prevê:

  • crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses;
  • pessoas de 5 a 29 anos: duas doses;
  • pessoas de 30 a 59 anos: uma dose;
  • trabalhadores da saúde: duas doses.

A recomendação é conferir a situação vacinal antes de viagens para locais com circulação do vírus.

Quem tem maior risco de complicações?

Apesar de qualquer pessoa não vacinada poder contrair sarampo, crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas imunossuprimidas e pessoas com deficiência de vitamina A têm maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Não existe tratamento específico para o sarampo. Nos casos sem complicações, são indicados cuidados como hidratação e controle da febre.

O que fazer em caso de suspeita?

Pessoas com febre e manchas vermelhas pelo corpo devem procurar atendimento em uma unidade de saúde. Em Campinas, tanto unidades básicas quanto prontos-socorros estão preparados para atender casos suspeitos e realizar exames.

Durante o período de transmissão, a pessoa com suspeita deve evitar contato com outras pessoas, principalmente crianças pequenas, gestantes não vacinadas e pessoas com imunidade comprometida.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Desenvolveu uma iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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