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Dia Mundial da Trombose: conheça os sintomas e sinais que exigem atenção

Dor, inchaço e vermelhidão nas pernas estão entre os principais sinais da doença
Trombose: homem com a mão massageando a perna e o joelho, em foto de saúde que ilustra sinais e sintomas de alerta, com foco em dor e desconforto.

A trombose pode começar com uma simples dor na perna, mas também provocar complicações graves quando não recebe tratamento adequado. Nesta terça-feira (13), o Dia Mundial da Trombose reforça a importância de reconhecer os sintomas e procurar atendimento médico.

A doença ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e dificulta a circulação. Segundo o Ministério da Saúde, a trombose venosa profunda atinge principalmente as pernas e coxas e pode surgir após cirurgias ou longos períodos sem movimentação.

Um dos maiores riscos é a embolia pulmonar, que acontece quando um coágulo se desprende e chega aos pulmões, podendo colocar a vida em risco.

Quais são os principais sintomas da trombose?

Os sintomas da trombose costumam aparecer nas pernas, principalmente na região da panturrilha. No entanto, a doença também pode se desenvolver sem apresentar sinais evidentes.

De acordo com a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), os principais sinais de alerta são:

  • Dor na perna: especialmente na panturrilha, mesmo sem esforço físico;
  • Inchaço persistente: geralmente em apenas uma das pernas;
  • Vermelhidão: mudança na coloração da pele;
  • Calor na região: aumento da temperatura no local afetado;
  • Sensibilidade: desconforto ao tocar ou movimentar a perna;
  • Dificuldade para caminhar: causada pela dor ou pelo inchaço.

A especialista alerta que identificar esses sintomas é importante para evitar que a doença evolua para quadros mais graves.

Quando a trombose pode se tornar perigosa?

A principal complicação da trombose venosa profunda é a embolia pulmonar. Nesse caso, o coágulo chega aos pulmões e pode bloquear a circulação sanguínea.

“Em casos mais raros, o coágulo pode ainda se desprender da parede da veia e correr pela circulação até chegar ao pulmão, causando uma embolia pulmonar que pode resultar até mesmo em morte súbita”, alerta Aline Lamaita.

Segundo o Ministério da Saúde, alguns sintomas exigem atendimento médico imediato, como:

  • Falta de ar repentina;
  • Dor no peito ou nas costas;
  • Respiração rápida e palpitações;
  • Desmaio;
  • Tosse com sangue.

A embolia pulmonar é uma emergência médica. Diante desses sinais, é fundamental procurar um pronto-socorro ou acionar o Samu pelo telefone 192.

Quem tem mais risco de desenvolver trombose?

Embora qualquer pessoa possa desenvolver trombose, algumas condições aumentam as chances de formação de coágulos.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Obesidade e tabagismo;
  • Uso de anticoncepcionais e outros hormônios;
  • Gravidez e período após o parto;
  • Cirurgias recentes, principalmente ortopédicas;
  • Câncer e alterações na coagulação sanguínea;
  • Idade avançada e mobilidade reduzida;
  • Longos períodos sentado ou sem movimentação.

Segundo Aline Lamaita, pessoas com fatores de risco devem redobrar a atenção aos sintomas e manter acompanhamento médico.

Como prevenir a trombose no dia a dia?

Algumas mudanças simples na rotina ajudam a diminuir o risco de trombose. A principal recomendação é manter o corpo em movimento e evitar passar muitas horas na mesma posição.

O Ministério da Saúde orienta a prática regular de exercícios físicos, a manutenção de uma alimentação equilibrada, a hidratação e o combate ao tabagismo.

Durante viagens longas ou períodos prolongados de trabalho sentado, também é importante fazer pausas para caminhar e movimentar as pernas.

Em determinadas situações, o médico pode recomendar meias de compressão ou medicamentos preventivos, especialmente para pacientes com maior risco.

Trombose tem tratamento?

Sim. A trombose tem tratamento, e o diagnóstico precoce ajuda a reduzir o risco de complicações.

O médico avalia os sintomas e pode solicitar exames, como o ultrassom Doppler, para identificar a presença de coágulos.

O tratamento geralmente envolve medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e reduzem o risco de novos episódios. Em situações específicas, outras intervenções podem ser necessárias.

Mesmo após a recuperação, a doença pode voltar. Por isso, pessoas com histórico de trombose devem manter acompanhamento médico e seguir as orientações para prevenção.

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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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