Os hábitos que fazem mal ao coração muitas vezes fazem parte da rotina e podem passar despercebidos por anos. Sedentarismo, alimentação inadequada, noites mal dormidas e estresse constante estão entre comportamentos que aumentam o risco cardiovascular mesmo quando não existem sintomas.
Um estudo brasileiro baseado no Global Burden of Disease estimou que 83% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil em 2019 estavam relacionadas a fatores de risco. O tema ganha atenção durante o Setembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a saúde cardiovascular.
Quais hábitos que fazem mal ao coração merecem atenção?
Segundo a cardiologista Fernanda Douradinho, alguns comportamentos se tornam tão comuns que muitas pessoas deixam de perceber seus possíveis impactos na saúde.
Entre os principais fatores estão:
- Sedentarismo;
- Alimentação rica em sal, açúcar e ultraprocessados;
- Consumo excessivo de álcool;
- Tabagismo;
- Privação de sono;
- Estresse crônico.
Pressão alta, alterações no colesterol e na glicemia e excesso de peso também estão entre os fatores associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
“Sedentarismo, alimentação rica em sal, açúcar e ultraprocessados, consumo excessivo de álcool, tabagismo, privação de sono e estresse crônico são fatores que podem ser incorporados à rotina sem que a pessoa perceba o impacto sobre a saúde”, explica Fernanda.
Jovens e pessoas magras também podem ter problemas no coração
Ter pouca idade, peso adequado ou praticar atividade física não elimina o risco cardiovascular. Algumas condições podem permanecer silenciosas durante anos.
Hipertensão, colesterol elevado, diabetes e predisposição genética são alguns exemplos. Por isso, a avaliação do risco precisa considerar também alimentação, qualidade do sono, estresse, histórico familiar, tabagismo e consumo de álcool.
De acordo com a cardiologista, acompanhar regularmente pressão arterial, colesterol e glicemia também faz parte dos cuidados com o coração.
Ficar muito tempo sentado e dormir mal também aumentam o risco
A rotina moderna pode adicionar outros fatores aos hábitos que fazem mal ao coração. Permanecer muitas horas sentado, dormir pouco e conviver com níveis elevados de estresse podem favorecer alterações da pressão arterial e do metabolismo.
Esses efeitos nem sempre aparecem imediatamente. Por isso, a ausência de sintomas não significa necessariamente que não existam fatores de risco.
A prevenção envolve uma combinação de escolhas ao longo da vida, como manter atividade física, buscar uma alimentação equilibrada, dormir adequadamente, não fumar e moderar o consumo de álcool.
Quais sinais do coração não devem ser ignorados?
Algumas mudanças no organismo merecem atenção, principalmente quando surgem de maneira inesperada ou persistem.
Cansaço desproporcional ao esforço, falta de ar, palpitações, tontura, desmaio e pressão ou desconforto no peito estão entre os sinais citados pela especialista.
Até uma redução inexplicada na capacidade de realizar atividades comuns pode justificar uma avaliação médica.
“Nem todo problema cardíaco começa com aquela dor forte no peito que as pessoas imaginam. Perceber uma redução inexplicada da capacidade para realizar atividades habituais também é importante”, alerta Fernanda.
A cardiologista reforça que os cuidados não devem começar apenas depois do surgimento dos sintomas. Doenças cardiovasculares podem permanecer silenciosas por anos, período em que a prevenção pode fazer diferença.




