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Defesa de Bolsonaro não recorre mais no STF: entenda o que acontece agora

Decisão abre caminho para trânsito em julgado e cumprimento da sentença; ministros do STF mantêm prisão preventiva do ex-presidente
Jair Messias Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100. (Foto: Gustavo Moreno/STF) ao vivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua equipe jurídica optaram por não apresentar novos recursos contra a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado. Com o fim do prazo para recorrer, encerrado nesta segunda-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, poderá decretar trânsito em julgado e dar início à execução da pena.

Antes da prisão preventiva, Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, em decorrência de outro processo que o investiga por tentativa de obstrução de investigação relacionada ao mesmo episódio golpista.

A decisão ocorre após a Primeira Turma do STF confirmar, por unanimidade, a prisão preventiva de Bolsonaro decretada no último sábado (22). Além de Moraes, votaram pela manutenção da medida os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O ex-mandatário permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, sob a justificativa de tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga.

Recursos pendentes e movimentações possíveis

Com a ausência de contestação por parte da defesa, Moraes também poderá remeter o caso à Primeira Turma, como fez com a prisão preventiva. Ainda há possibilidade remota de apresentação de embargos infringentes, recurso reservado a decisões não unânimes, o que não se aplica ao caso julgado em setembro, que teve placar de 4 a 1, com o ministro Luiz Fux como único voto divergente — ele posteriormente migrou para a Segunda Turma.

Dos oito condenados do chamado núcleo 1 do plano golpista, quatro decidiram não recorrer:

  • Jair Bolsonaro (PL)
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e foragido nos Estados Unidos
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
  • Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens, que firmou acordo de delação premiada
Defesa de Heleno chama Moraes de juiz inquisidor (Foto: Ton Molina/STF)
Augusto Heleno ao lado da sua defesa (Foto: Ton Molina/STF)

Os demais optaram por apresentar novos embargos:

  • Almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do GSI
  • General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
  • General Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente em 2022

A análise dos embargos ainda será feita pelo Supremo nas próximas semanas. Enquanto isso, o ex-presidente segue preso preventivamente, com a possibilidade de início do cumprimento da pena a qualquer momento.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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