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Câmara de Piracicaba vota projeto que altera IPTU nesta segunda-feira

Proposta enviada pela prefeitura prevê atualização da Planta Genérica de Valores e aumento médio de 21,5% no IPTU em 2026, com aplicação gradual
Câmara de Piracicaba vota projeto que altera IPTU nesta segunda-feira

Câmara Municipal de Piracicaba iniciou na manhã desta segunda-feira a discussão e votação do projeto que propõe mudanças no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, o IPTU, na alíquota do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI e em regras do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, o ISS.

O pedido de abertura para votação extraordinária foi formalizado no dia 23 de dezembro pela prefeitura da cidade. Em comunicado divulgado na véspera do recesso de Natal, a administração municipal informou que, caso o texto seja aprovado, está previsto aumento médio de 21,5% no IPTU para 2026, com aplicação paulatina ao longo de três anos. A proposta também trata de ajustes na cobrança do ITBI e do ISS.

A matéria já havia sido incluída na pauta em sessão extraordinária realizada em 15 de dezembro, mas a votação foi adiada por falta de quórum. Na ocasião, eram necessários ao menos 12 vereadores para deliberação, porém apenas 11 compareceram.

A sessão foi marcada por manifestação popular contrária ao projeto e por críticas de parlamentares à ausência de prazo hábil para análise, especialmente após o envio, no mesmo dia, de uma mensagem modificativa com alterações nas regras do IPTU, em procedimentos administrativos fiscais, na elevação do ITBI para 3%, em atividades imobiliárias, na dívida ativa e em taxas de fiscalização e funcionamento de pequenos estabelecimentos.

O projeto em discussão é o PLC nº 22/2025, encaminhado à Câmara no início de dezembro, que propõe a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), instrumento utilizado para definir o valor venal dos imóveis e servir de base ao cálculo do IPTU. Com a revisão, a prefeitura prevê reajuste para parte dos imóveis e redução para outra parcela, a depender dos critérios adotados.

Foto: Guilherme Leite / Câmara de Piracicaba

Critérios de cálculo e faixas

Pelo texto, os imóveis serão enquadrados em faixas de valor, conforme o tipo e o valor venal de residências, comércios ou terrenos. No caso dos imóveis residenciais, por exemplo, propriedades avaliadas em até R$ 250 mil integram a Faixa 1, enquanto aquelas entre R$ 250 mil e R$ 500 mil se enquadram na Faixa 2.

A administração municipal afirma que a definição de quais imóveis pagarão mais ou menos considera fatores como localização, tipologia, estado de conservação e eventual depreciação ao longo do tempo. Esses critérios, segundo o Executivo, orientam a redistribuição da carga tributária prevista no projeto.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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