Na virada do ano, milhões de brasileiros mantêm costumes que associam a chegada de um novo ciclo à busca por equilíbrio, abundância e realizações. Os rituais mais comuns — como vestir branco, pular sete ondas ou guardar sementes de romã — atravessam décadas e se misturam ao imaginário popular como expressões de fé e esperança.
A palavra “Réveillon”, com origem no francês réveiller (“despertar”), já carrega a ideia de renovação. Embora os significados variem conforme a região e o contexto familiar, há uma constante: a tentativa de simbolizar, em gestos simples, a abertura de caminhos para os doze meses seguintes. Relembre as principais superstições do Brasil:
- Roupa branca: entre os costumes mais difundidos está o uso de roupa branca, associado à paz e ao recomeço.
- Roupa colorida: outros optam por cores específicas. Amarelo. por exemplo, representa prosperidade, vermelho sugere paixão, rosa é ligado ao amor e verde simboliza esperança. Essas escolhas, embora subjetivas, já se tornou parte da cultura nacional.
- Pular ondinhas: nas regiões litorâneas, a tradição de pular sete ondas segue presente. A cada salto, é feito um pedido, num gesto que representa a superação de obstáculos.

- Lentilha e uva debaixo da mesa: na ceia, a lentilha surge como metáfora de abundância, dada sua semelhança com moedas, enquanto a prática de comer doze uvas à meia-noite, preferencialmente debaixo da mesa, expressa a aspiração de conquistas mensais.
- Comer a romã: A romã, por sua vez, é associada à fertilidade e fartura. Consumir sete sementes e mantê-las na carteira simboliza um gesto de fé na estabilidade econômica.
- Guardar dinheiro no bolso: nesse mesmo sentido da supertição, guardar dinheiro no bolso antes da virada é interpretado como forma de atrair prosperidade.