A Rede Municipal de Ensino de Piracicaba encerrou 2025 com avanço no Índice de Fluência Leitora (IFL), atingindo 6,8 pontos na avaliação de saída aplicada ao final do 2º ano do Ensino Fundamental. O resultado supera a meta estabelecida pela própria Secretaria Municipal de Educação, fixada em 6,6, e representa um salto em relação ao desempenho de 2024, que havia sido de 6,2.
A nova marca mostra que aproximadamente 80% dos estudantes avaliados já se encontram entre os níveis iniciante e fluente de leitura, conforme critérios do Programa Alfabetiza Juntos SP, vinculado ao Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada (CNCA), uma iniciativa do Ministério da Educação.
O programa nacional acompanha o desenvolvimento da leitura nos primeiros anos do ensino básico, classificando os estudantes como pré-leitores, iniciantes ou fluentes.
Participação e critérios da avaliação
A taxa de participação da rede municipal na aplicação de 2025 foi de 95,7%, envolvendo 3.356 alunos da etapa avaliada.
O instrumento utiliza situações de leitura previamente definidas — como decodificação de palavras e interpretação de pequenos textos — com o objetivo de medir a fluência leitora de forma qualitativa, levando em conta correção, ritmo e expressividade.

Além de identificar quantos alunos reconhecem palavras ou frases, a avaliação busca compreender como os estudantes leem e constroem sentido com o texto, extrapolando a decodificação mecânica. A secretária municipal de Educação, Juliana Vicentin, afirma que os dados do IFL são compartilhados com as escolas e utilizados como base para formações e reorganização de estratégias.
“Esses dados subsidiam a construção de pautas formativas alinhadas às reais necessidades dos estudantes, com atenção especial aos desafios da alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental”, disse.
Uso pedagógico dos resultados
Segundo ela, além da participação nas avaliações externas, a rede realiza diagnósticos mensais voltados à escrita de palavras e produção de texto, como forma de acompanhar o progresso dos alunos e ajustar o planejamento pedagógico em tempo real.
“Com base nesses diagnósticos, os educadores conseguem planejar intervenções mais personalizadas e eficazes, garantindo que cada aluno tenha condições de desenvolver plenamente suas habilidades de leitura e escrita”, completou Vicentin.