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Novas diretrizes ampliam o tratamento de fibromialgia pelo SUS

Governo amplia tratamento estruturado e reforça direitos de quem convive com dor crônica
Novas diretrizes ampliam o tratamento de fibromialgia pelo SUS

A fibromialgia pelo SUS passa a ter um novo formato de atendimento no Brasil. O governo anunciou diretrizes que ampliam o tratamento e garantem suporte mais completo para quem convive com dor crônica.

A mudança inclui atividade física orientada, apoio psicológico e acompanhamento multidisciplinar, além de reforçar direitos já assegurados por lei.

A medida chama atenção porque a fibromialgia atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira e impacta diretamente a qualidade de vida de milhares de pessoas.

O que muda na fibromialgia pelo SUS

As novas diretrizes fortalecem o atendimento da fibromialgia pelo SUS com um plano estruturado. A proposta prevê capacitação de profissionais e integração entre diferentes áreas da saúde.

O tratamento agora prioriza uma abordagem multidisciplinar. Isso significa que o paciente pode contar com fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional e acompanhamento médico integradamente.

Além disso, o Ministério da Saúde reforça que a atividade física regular passa a ser parte essencial do cuidado, ajudando a reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

O que é fibromialgia e por que o diagnóstico é difícil

A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor generalizada, classificada pelo código CID-10 M79.7. Ela também pode causar fadiga, insônia, alterações de humor e dificuldade de concentração.

O diagnóstico é clínico. Ou seja, o médico avalia os sintomas relatados pelo paciente e descarta outras doenças. Não existe um exame específico que confirme a condição.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Dor constante no corpo;
  • Cansaço excessivo;
  • Problemas no sono;
  • Sensibilidade ao toque;
  • Ansiedade e depressão.

Muitas vezes, o paciente passa por vários atendimentos até receber o diagnóstico correto.

Lei reconhece fibromialgia como deficiência

Outro ponto importante é que a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência por meio da Lei 15.176/2025.

Com isso, pessoas diagnosticadas podem ter acesso a benefícios como:

  • Cotas em concursos públicos;
  • Isenção de impostos na compra de veículos adaptados;
  • Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, mediante perícia;
  • Benefício de Prestação Continuada para baixa renda.

Esse reconhecimento fortalece os direitos e amplia a proteção social.

Tratamento vai além de remédios

Especialistas destacam que medicamentos ajudam a regular a percepção da dor, mas não são a única solução.

Exercícios físicos orientados, terapia psicológica e educação sobre a doença são fundamentais. O acompanhamento conjunto entre reumatologistas e profissionais da saúde mental também evita conflitos de medicação e melhora os resultados.

Com as novas diretrizes, o tratamento de fibromialgia pelo SUS busca oferecer cuidado mais completo e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde ou um reumatologista ao perceber sintomas persistentes. Quanto antes houver orientação, maiores são as chances de controle da síndrome.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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