A defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um novo pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (17), para que ele seja transferido ao regime de prisão domiciliar, devido ao seu estado de saúde.
O novo pedido de prisão domiciliar acontece quatro dias após Bolsonaro ser internado com autorização judicial, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital particular em Brasília, para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
No pedido feito pelos advogados de Jair nesta terça, o argumento utilizado é de que, conforme as informações médicas da equipe particular que acompanha o tratamento de Bolsonaro, novos episódios de broncoaspiração podem ocorrer a qualquer momento, necessitando de “monitoramento clínico frequente“.
Leia também:
Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas segue internado na UTI
Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para explicar suposto abandono de cargo na PF
Bolsonaro é levado a hospital em Brasília após novamente passar mal na prisão
Moraes nega novo pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Bolsonaro
Ainda de acordo com a defesa, a permanência em ambiente de custódia “expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”.

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Internação em 13 de março
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) após passar mal em sua cela no 19º Batalhão da Polícia Militar, mais conhecido como Papudinha. Assim que chegou ao hospital, foi transferido para a UTI, apresentando febre alta e queda na saturação de oxigênio.
De acordo com o último boletim médico divulgado na segunda-feira (16), o ex-presidente continua internado na UTI e sem previsão de alta, mas apresentou melhora com recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios.
Outros pedidos de domiciliar negados
Moraes, como relator do caso no Supremo, vem negando os diversos pedidos de prisão domiciliar do ex-presidente, justificando que as instalações que o abrigam foram reforçadas para proporcionar assistência médica adequada ao preso.
*Com informações da Agência Brasil