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Governo leva proposta aos estados para mudar ICMS e frear alta dos combustíveis

Medida será discutida no Confaz e busca conter preços diante de pressão internacional e evitar possível greve de caminhoneiros
Bomba de combustível em posto sob proposta do governo federal para redução do ICMS e controle de preços.

O governo federal deve apresentar aos estados propostas para alterar a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, em uma tentativa de conter a alta nos preços, que vem ganhando força devido à guerra no Oriente Médio, e também evitar uma possível greve dos caminhoneiros após o aumento do diesel.

A estratégia será discutida durante a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão formado pelos secretários de Fazenda de todos os estados do país e do Distrito Federal, que será presidida pelo ministro Fernando Haddad.

Governo tenta conter alta sem afetar arrecadação

O ministro não antecipou detalhes da proposta, mas afirmou que a política de redução de preços não comprometerá a saúde fiscal das unidades federativas.

Para ele, deve ser levado em consideração o aumento da arrecadação dos estados com ICMS após ações federais de combate à sonegação no setor de combustíveis, como a Operação Carbono Oculto. Além disso, segundo Haddad, a nova Lei do Devedor Contumaz, que combate a inadimplência fiscal reiterada, também deve ampliar a arrecadação.

Estados resistem e questionam impacto

Mesmo após o governo ter zerado o PIS/Cofins sobre o diesel na semana passada, de forma temporária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o alívio no bolso do consumidor será limitado sem a colaboração dos estados e pediu “boa vontade” aos governadores.

Ainda assim, os estados resistem à redução do ICMS, alegando que a experiência mostra que reduções tributárias sobre combustíveis muitas vezes não chegam ao consumidor final.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirmou, em nota divulgada na terça-feira (17), que esse tipo de medida resulta em uma perda dupla para a população: o preço do combustível não diminui, enquanto há redução de recursos arrecadados para políticas públicas.

*Com informações de Agência Brasil


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Desenvolveu uma iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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