Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Entenda o que é uma Fintech, alvo de nova diretriz da Receita Federal

A decisão ocorre um dia após o lançamento das operações Carbono Oculto, Quasar e Tank.
Entenda o que é uma Fintech, alvo de nova diretriz da Receita Federal (Foto: Unsplash)

A Receita Federal determinou que, a partir desta sexta-feira (29), todas as fintechs reguladas pelo Banco Central devem seguir as mesmas regras aplicadas aos bancos tradicionais para a comunicação de movimentações financeiras suspeitas. A exigência foi formalizada por meio de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União.

A nova diretriz obriga as empresas do setor a entregar à Receita a chamada e-Financeira — um conjunto de arquivos digitais sobre operações de pessoas físicas e jurídicas que subsidia a fiscalização tributária. A medida, segundo o órgão, visa combater fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e demais crimes associados à atuação de organizações criminosas.

A decisão ocorre um dia após o lançamento das operações Carbono Oculto, Quasar e Tank (entenda mais aqui), deflagradas para investigar o uso de plataformas digitais em esquemas de ocultação de recursos. Segundo a Receita, as fintechs vinham sendo utilizadas como meio para burlar o sistema financeiro, em razão de um “vácuo regulamentar” que favorecia a ausência de transparência.

Objetos apreendidos pela Polícia Federal ao longo da Operação Carbono Oculto (Foto: divulgação)

Tecnologia financeira sob novas obrigações

O termo fintech designa empresas que utilizam tecnologia para oferecer serviços financeiros inovadores, como meios de pagamento, crédito, empréstimos e investimentos. No Brasil, há três categorias principais sob regulamentação do Banco Central:

  • Instituições de Pagamento (IP), que operam com cartões e maquininhas;

  • Sociedades de Crédito Direto (SCDs), que ofertam crédito de forma digital e direta;

  • Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs), voltadas à intermediação de empréstimos entre indivíduos.

Diferentemente dos bancos, essas empresas não contam com garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que implica maior risco ao investidor em caso de falência ou intervenção.

Na prática, a principal distinção entre bancos e fintechs está na constituição jurídica e no escopo das exigências regulatórias. Bancos estão submetidos a um arcabouço normativo mais rígido, além de estruturas operacionais amplas, com presença física. Já as fintechs costumam atuar de forma 100% digital, com foco em nichos específicos e custos operacionais menores.

Com a nova instrução normativa, esse diferencial regulatório começa a ser reduzido. A Receita argumenta que, ao obrigar as fintechs a cumprir os mesmos protocolos que os bancos, pretende coibir o uso indevido dessas plataformas por grupos criminosos.


Continua após a publicidade

Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

VEJA TAMBÉM

inspetor-alunos-arquivo-caso-itanhaém

MP pede arquivamento de investigação contra inspetor escolar suspeito de estupro em Itanhaém

ilha-richarlison-bolsonaro

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar mansão de R$ 10 milhões e cobra investigação da PF

bruna-marquezine-podcast

Bruna Marquezine diz que já se sentiu ‘roubada’ em relacionamentos e revela mudança no amor

ataque-base-pm-gja

Vídeo registra sequência de tiros contra base da PM Ambiental após duas mortes em Guarujá

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.