O Brasil gera 88,11 milhões de toneladas de resíduos, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente. Entre esses materiais, itens do dia a dia, como esmaltes, exigem atenção especial quanto ao descarte correto, para evitar impactos ao solo e à natureza.
Para os esmaltes comuns, a recomendação é mantê-los em local seguro até o momento do descarte. Em seguida, é indicado derramar o produto sobre uma superfície absorvente, como papelão ou papel que não possa ser reciclado depois, aguardar a completa secagem do líquido e, somente então, descartar o material.
“Se o esmalte já estiver ressecado e totalmente sólido dentro do frasco, o descarte pode ser feito dessa forma, pois causa menos impacto ao meio ambiente”, afirma a professora Lais Almeida, da Faculdade de Engenharia Ambiental e Sanitária da PUC-Campinas.
Algumas marcas do setor de beleza já oferecem programas de descarte responsável, permitindo que os consumidores devolvam embalagens usadas em lojas parceiras. Para os produtos que ainda não podem ser encaminhados, recomenda-se armazená-los em local fresco até o momento do descarte.

As embalagens dos esmaltes são feitas de vidro, um material que pode ser reciclado se descartado corretamente. “A embalagem do esmalte deve ser higienizada e encaminhada para reciclagem. No entanto, o mais importante é pensar na gestão da compra do produto”, explica a docente.
Os esmaltes, em particular, se destacam pelo crescimento constante no consumo. O mercado global desses cosméticos deve atingir US$ 34,59 bilhões até 2035, segundo dados do Business Research Insights. Nos Estados Unidos, cerca de 68% das mulheres de 18 a 45 anos aplicam esmalte regularmente, enquanto 39% são homens interessados em cuidados com as unhas.
Quando os esmaltes surgiram no mercado, muitos eram fabricados à base de metais pesados, como o chumbo. Caso o consumidor possua algum produto com esses componentes, o correto é descartá-lo em locais preparados para receber esse tipo de material, evitando riscos à saúde e ao meio ambiente.