Após a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o recolhimento de produtos da marca Ypê, incluindo detergentes lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de todos os lotes com numeração final 1, clientes relatam dificuldade para contatar o Serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da empresa e sanar dúvidas.
No post divulgado pela empresa para esclarecer o ocorrido, muitos clientes aproveitaram para relatar a dificuldade em registrar reclamações, tanto pelo e-mail disponibilizado pela companhia, [email protected], quanto pelo telefone 0800 1300 544. Segundo os relatos, as mensagens enviadas por e-mail retornam, enquanto as ligações para o número informado não chegam a completar a chamada.
“Não consigo contato. O e-mail recusou e a ligação não chama também. Vou ter que jogar fora os produtos? Porque aqui todos são do lote final 1”, declarou uma seguidora. Em resposta a ela e a outros comentários semelhantes, a empresa publicou mensagens padronizadas orientando os consumidores a entrarem em contato com o SAC, por meio do e-mail e do telefone disponibilizados.
A empresa afirma que não enfrenta problemas no atendimento e reforça que, no site oficial, há uma seção de perguntas frequentes disponível para os consumidores. Em nota, a Ypê destacou a importância de os clientes entrarem em contato com os canais de atendimento para esclarecer dúvidas relacionadas ao caso.

Veja na íntegra:
O SAC da Ypê está funcionando normalmente. A empresa disponibiliza dois canais de comunicação oficial para consumidores, sendo o telefone 0800 1300 544 ou pelo e-mail [email protected].Na homepage da empresa também há um comunicado com perguntas e respostas que podem ajudar no esclarecimento de dúvidas: https://www.ype.ind.br/comunicado-consumidores
Casos de Dermatite
Em alguns comentários da publicação, seguidores relataram o surgimento de dermatites ou reações alérgicas na pele após o uso dos produtos. As mensagens apontam uma possível associação entre os casos e os itens comercializados pela marca.
A Ypê foi procurada para se posicionar sobre os relatos, mas até a publicação da matéria não havia dado retorno. O espaço permanace aberto para posicionamento.
Histórico do caso
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou a retirada imediata de circulação de produtos da marca Ypê, incluindo detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi publicada ontem (7).
Segundo a agência, uma inspeção identificou falhas em diferentes etapas do processo de fabricação, além de inconsistências nos sistemas de controle de qualidade e garantia da produção. De acordo com a ANVISA, as irregularidades comprometem o atendimento às normas de Boas Práticas de Fabricação para saneantes e podem representar risco à segurança sanitária, incluindo a possibilidade de contaminação microbiológica.
A empresa declarou que que seus produtos são respaldados por fundamentação científica sólida, baseada em testes e laudos técnicos e que mantém diálogo com a Anvisa.
Posicionamento
Em nota, a empresa defende que o cuidado com seus clientes é primordial. Veja na íntegra:
A Ypê informa que apresentou na data de ontem um recurso perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, com o objetivo de reforçar os compromissos assumidos no seu Plano de Ação e Conformidade, e, ao mesmo tempo, apresentar esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos relacionados à Resolução-RE n. 1.834/2026, publicada ontem.
Com este recurso, a proibição de fabricar e comercializar produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes teve seus efeitos automaticamente suspensos até novo pronunciamento da agência, tal como dispõe o art. 17 da RDC n. 266/2019/Anvisa.
Porém, ainda que a interposição do recurso tenha resultado na suspensão dos efeitos da medida anterior, a Ypê reforça que a segurança dos seus consumidores é – e sempre será – sua maior prioridade.
A Ypê, assim, reafirma seu compromisso de 75 anos com a qualidade, a segurança e a transparência, razão pela qual continuará em diálogo constante e permanente com a Anvisa e demais autoridades, sempre baseada em critérios científicos e subsídios técnicos, como forma de encontrar uma solução definitiva para a situação, no menor tempo possível.