Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Operação mira influenciador ‘Diabo Loiro’ por lavagem de dinheiro ao PCC

Ele é apontado por usar empresas de fachada e “laranjas” para movimentar recursos ligados à facção criminosa

O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram, nesta sexta-feira (8), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O principal alvo é o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, que está preso desde o ano passado.

De acordo com nota conjunta divulgada pelas corporações, as diligências avançaram após análises de dados fiscais, bancários e informações obtidas junto a órgãos de fiscalização. Os investigadores afirmam que os valores movimentados pelos envolvidos eram incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados.

Batizada de “Operação Caronte”, a investigação apura a movimentação de recursos ilícitos por meio de empresas de fachada. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias, além da apreensão de veículos e outros bens ligados aos suspeitos. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades:

  • Atibaia
  • Campinas
  • Limeira
  • Mogi das Cruzes
  • Monte Mor
  • Osasco
  • Sumaré
  • Taquaritinga

Histórico criminal

Segundo as investigações, Magrini utilizava empresas em nomes de terceiros para ocultar a origem de recursos ilícitos, incluindo companhias dos setores de transporte, rodeios e entretenimento. O filho dele, Matheus Magrini, também é investigado por suspeita de movimentar dinheiro ilegal por meio de uma empresa musical.

Antes da prisão, Diabo Loiro costumava publicar nas redes sociais imagens montado em cavalos e participando de eventos de rodeio. Ele é investigado desde 2016 e possui antecedentes por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso. As autoridades também o apontam como integrante do PCC.

O mesmo já havia sido preso em flagrante em 2012 por tráfico de drogas na Rodovia Dom Pedro I, em Bom Jesus dos Perdões. Na ocasião, policiais localizaram dois tijolos de cocaína e dois de maconha no porta-malas do veículo após receberem denúncia sobre o transporte de drogas. Ele afirmou trabalhar com compra e venda de cavalos e acabou condenado a seis anos e oito meses de prisão. Segundo a investigação, o influenciador também teria participado dos ataques promovidos pelo PCC contra o Deic, em 2006, além de atuar na chamada “sintonia FM”, setor responsável pela administração de pontos de venda de drogas da facção.


Continua após a publicidade

Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

VEJA TAMBÉM

inspetor-alunos-arquivo-caso-itanhaém

MP pede arquivamento de investigação contra inspetor escolar suspeito de estupro em Itanhaém

ilha-richarlison-bolsonaro

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar mansão de R$ 10 milhões e cobra investigação da PF

bruna-marquezine-podcast

Bruna Marquezine diz que já se sentiu ‘roubada’ em relacionamentos e revela mudança no amor

ataque-base-pm-gja

Vídeo registra sequência de tiros contra base da PM Ambiental após duas mortes em Guarujá

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.