A advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa durante uma investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), escreveu uma carta na qual afirma estar “enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião”.
Detida desde quinta-feira (21), Deolane foi transferida pela polícia da Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. No manuscrito, a influenciadora reitera que está sendo perseguida e que sua prisão é injusta.
“Isso já dura mais de cinco anos; afinal, até pela morte de Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo, gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado”, declarou.

Foto: reprodução/redes sociais
Ela afirmou ainda que já disse “muitos nãos” para manter seus princípios e sua ética, reforçando que nunca foi criminosa. Ao final de duas páginas e meia, ela faz um apelo aos seguidores para que “não soltem a sua mão”.
Operação Vérnix
Deolane foi presa na manhã de quinta-feira (21), no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A ação visa desarticular uma estrutura de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações:
A influenciadora teria atuado como um suporte financeiro (“caixa”) ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em coletiva de imprensa na sexta-feira, a polícia destacou que o patrimônio e o faturamento de Deolane apresentaram um salto expressivo a partir de 2022.
Vale ressaltar que essa não é a primeira detenção da advogada por suspeita de lavagem de dinheiro. Por já responder a processos anteriores de natureza similar, Deolane não possui mais a condição de ré primária, o que pode dificultar a concessão de benefícios judiciais.