A Polícia Civil resgatou três adolescentes vítimas de exploração sexual durante uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (29), em Sumaré (SP). Além disso, os agentes prenderam um homem e uma mulher suspeitos de participação em uma rede de abuso sexual infantil que atuava na região. A investigação começou após a denúncia feita pela mãe de uma das vítimas.
Os policiais cumpriram mandados ligados a uma investigação sobre exploração sexual de adolescentes e crimes de pedofilia no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, as vítimas têm 14 e 17 anos e moram em Nova Odessa (SP).
De acordo com os investigadores, a mulher presa atraía as adolescentes para os encontros. Já o homem organizava os abusos e disponibilizava um bar e a própria residência, no bairro Parque Santo Antonio, na região de Nova Veneza, para a prática dos crimes.
Denúncia ajudou polícia a reunir provas
As investigações começaram depois que a mãe de uma das adolescentes procurou a polícia e entregou vídeos relacionados aos abusos. A partir disso, outras vítimas também buscaram as autoridades e relataram situações semelhantes.
Segundo o delegado de Nova Odessa, Edson Antônio dos Santos, o material apresentado pela família permitiu que os investigadores avançassem rapidamente na apuração.
Durante a operação, os policiais apreenderam materiais eletrônicos e conteúdos pornográficos que podem ter ligação com os crimes. Agora, a perícia vai analisar os equipamentos recolhidos.
Polícia procura outros envolvidos no esquema
Além das prisões realizadas nesta sexta-feira, a Polícia Civil tenta identificar outras pessoas que possam ter participado da rede criminosa. Entre os investigados estão possíveis clientes que teriam pago pelos encontros com as adolescentes.
Conforme explicou o delegado responsável pelo caso, quem participa desse tipo de exploração sexual também responde criminalmente.
A Delegacia de Nova Odessa registrou a ocorrência e continua com as investigações para identificar novas vítimas e outros suspeitos.
Denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100. Além disso, a população também pode procurar a Polícia Civil ou o Conselho Tutelar do município.