Um homem de 33 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil pelos crimes de favorecimento da prostituição e rufianismo – quando uma pessoa obtém vantagem financeira por meio da exploração sexual de outra. O caso aconteceu no bairro Bopiranga, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, nesta quinta-feira (28).
Segundo a corporação, o suspeito mantinha uma boate destinada à prática de prostituição. A investigação começou após uma denúncia anônima e, durante diligências de campo, os policiais identificaram o responsável pelo estabelecimento, conhecido pelo apelido de “Japa”. O nome verdadeiro dele não foi divulgado.
No local, os agentes encontraram seis mulheres, com idades entre 19 e 30 anos, que realizavam programas sexuais. O imóvel era apresentado como uma pousada, mas, segundo a Polícia Civil, as mulheres relataram ter sido convencidas pelo suspeito a vir para o litoral paulista com o objetivo de se prostituírem.
Como agia o ‘cafetão’
De acordo com a polícia, as mulheres descreveram em detalhes a forma de atuação do investigado: parte do valor pago pelos clientes era repassada ao suspeito como forma de comissão, além da existência de cobranças diferenciadas de acordo com o tipo de atendimento realizado.
Ainda segundo a corporação, o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento e era composto por diversos quartos. Durante a ação, foram apreendidos folhetos de divulgação da casa, comandas de controle de faturamento, uma máquina de cartão e um equipamento de monitoramento por câmeras.
Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito não conseguiu justificar de forma plausível a presença dos materiais apreendidos, especialmente diante dos relatos das mulheres e da versão inicial apresentada por ele, de que o imóvel funcionaria apenas como uma pousada. Como a identidade do suspeito não foi divulgada, a reportagem não conseguiu localizar sua defesa. Ele foi encaminhado ao 2º Distrito Policial (DP) da cidade.