Durante o julgamento sobre a morte de Henry Borel, o irmão de Monique Medeiros declarou, neste sábado (30), que um advogado associado à defesa de Jairo Souza Santos Júnior teria buscado impor uma narrativa considerada falsa sobre o caso.
De acordo com Bryan, a orientação repassada seria para que Monique afirmasse que Jairinho estaria dormindo no momento em que o crime ocorreu. Ele acrescentou ainda que a irmã se mostrava contrária a essa versão, por acreditar que precisaria mentir ao sustentá-la.
Bryan contou ainda uma série de episódios que, segundo ele, apontariam para um comportamento de controle exercido pelo ex-vereador Jairinho sobre Monique. O irmão da acusada afirmou que ela teria sido vítima de agressão física por parte do ex-companheiro. Segundo ele, Jairinho teria chegado embriagado em casa após um evento e a acordado ao enforcá-la, motivado por ciúmes.
Ele afirmou que o ex-vereador apresentava ciúmes intensos, acompanhava os passos da então companheira e teria chegado a levá-la a acreditar que o telefone celular estava sob escuta.
Pai de Henry
Leniel Borel, pai da criança e vítima, relatou, em seu depoimento, na madrugada deste sábado (30), que a separação entre ele e Monique teria ocorrido cerca de seis meses antes da morte de Henry. Quando ocorreu o óbito da criança, Monique já residia com Jairinho havia aproximadamente um mês e meio, .
Ao final da convivência, Henry foi entregue à mãe. No momento da despedida, o menino teria resistido e se agarrado ao colo do pai. Diante da situação, Leniel afirmou ter tentado acalmá-lo, dizendo que “a mamãe é uma mamãe boa”. Ainda segundo o depoimento, Henry teria respondido negativamente.
Leniel também contou uma ocasião em que, ao levar a criança para ficar com a mãe, na época dos fatos, o menino teria demonstrado resistência em ir e apresentado ânsia de vômito em razão do nervosismo.