Após ser questionado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), o Itamaraty enviou um esclarecimento à Câmara dos Deputados referente à hospedagem de autoridades e de pessoas sem cargo público em residências oficiais do Brasil no exterior.
De acordo com o Metrópoles, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que cada diplomata residente na embaixada tem autonomia para autorizar hóspedes. O órgão destacou ainda que os imóveis servem para atividades diplomáticas, mas também são moradia dos diplomatas.
Segundo o governo federal, visitas a residências oficiais são autorizadas “desde que não haja custos ao erário”. Caso ocorram gastos com hospedagens particulares, o valor deverá ser ressarcido à União.
A pasta afirma não haver registros de ocorrências desse tipo.
Controle de visitas oficiais
O Itamaraty informou a Gayer que controla apenas as visitas de agentes públicos, com registro de nome, cargo, período de estadia e motivo da visita. As visitas pessoais ficam sob responsabilidade dos embaixadores.
Pedido de Gayer mencionou Porchat
O deputado solicitou esclarecimentos em 31 de março sobre os critérios para hospedar pessoas sem cargo público, os gastos envolvidos e a lista de hóspedes das residências oficiais no exterior.
No pedido, ele citou uma coluna do Metrópoles que mencionava a hospedagem do humorista Fábio Porchat na residência oficial da embaixada do Brasil em Roma, em 2025. De acordo com o publicado pelo portal, ele teria sido convidado pessoalmente por Renato Mosca, embaixador brasileiro, para as celebrações de Natal.
Porchat chegou a gravar um vídeo dentro da embaixada brasileira na Itália, no qual ironizava membros da direita.