A mudança aconteceu de forma silenciosa. Enquanto as redes sociais transformavam a forma como as pessoas consomem informação e os algoritmos passavam a disputar cada segundo da atenção dos usuários, os profissionais de marketing precisaram aprender novas funções. Planejar campanhas já não era suficiente.
Era preciso entender comportamento, criar conteúdo, interpretar dados, acompanhar tendências e construir comunidades. Essa transformação faz parte da rotina do publicitário rio-clarense Sergio Spatti, de 38 anos.
Há quase uma década na Casa do Construtor, o gerente acompanha a evolução da comunicação de uma empresa que saiu do interior paulista para se tornar a maior rede de locação de equipamentos da América Latina, com mais de 800 operações distribuídas pelo Brasil e por outros países como Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile.
Comunicação integrada como estratégia
Se existe uma palavra capaz de resumir o marketing atual, talvez ela seja integração. Na Casa do Construtor, a área reúne profissionais de diferentes especialidades.
Designers, jornalistas, publicitários, videomakers, especialistas em conteúdo, comunicação institucional, assessoria de imprensa e branding trabalham lado a lado para atender uma rede que conversa diariamente com públicos, culturas e realidades completamente diferentes.
“O marketing deixou de ser uma área que fala sobre a empresa. Hoje ele ajuda a definir para onde a companhia vai. A comunicação passou a ter um papel muito mais estratégico dentro dos negócios”, afirma.
O que acontece antes da campanha ir ao ar
Boa parte desse trabalho acontece longe dos holofotes. Enquanto uma campanha aparece por alguns segundos na televisão ou surge rapidamente no feed de uma rede social, existe um processo que começa meses antes.
Pesquisa, planejamento, produção de conteúdo, análise de comportamento, posicionamento e criatividade fazem parte da mesma engrenagem. E foi justamente esse desafio que ganhou novas proporções nos últimos anos.
O desafio de manter uma marca única
Com o crescimento acelerado da Rede surgiu uma pergunta cada vez mais presente dentro das reuniões de marketing. Como fazer uma marca falar com públicos tão diferentes sem perder sua identidade? A resposta passa por consistência.
Em 2026, a companhia colocou no ar uma das maiores campanhas de marketing de sua trajetória.
Com presença em televisão aberta, plataformas digitais e uma estratégia de sound branding, a iniciativa buscou reforçar uma mensagem alinhada ao comportamento de uma nova geração de consumidores: a ideia de que alugar pode ser mais inteligente do que comprar.
“Quando você está presente em centenas de cidades, o maior desafio não é aparecer. É manter uma mensagem clara, coerente e relevante para públicos muito diferentes. A marca precisa ser reconhecida em qualquer lugar, sem perder a essência”, diz o publicitário.
A mudança no comportamento do consumidor
Por trás da campanha existe um movimento que vai muito além da publicidade. Durante décadas, possuir era praticamente uma regra. Hoje, especialmente entre os mais jovens, acesso, praticidade e uso inteligente dos recursos passaram a fazer parte da equação.
O crescimento de serviços por assinatura, mobilidade compartilhada e plataformas de locação mostra que a lógica do consumo mudou.
Para os profissionais de marketing, acompanhar essas transformações se tornou uma necessidade diária. “A atenção das pessoas nunca foi tão disputada. Por isso as marcas precisam ser cada vez mais autênticas. O consumidor percebe quando existe verdade na comunicação e quando existe apenas publicidade”, avalia.
Essa talvez seja uma das principais diferenças entre o marketing de hoje e o de alguns anos atrás. Não basta interromper o consumidor. É preciso gerar identificação.
Em um ambiente onde todo mundo produz conteúdo, disputa audiência e busca relevância, construir uma marca continua sendo um trabalho de longo prazo. E talvez por isso os profissionais da área tenham conquistado um espaço cada vez maior nas decisões estratégicas das empresas.
Parte dessa experiência será compartilhada por Spatti no podcast ‘Tudo Pode’, do VTV SBT, que vai ao ar ao vivo no dia 8 de julho, quarta-feira, às 18h30.
A conversa promete abordar os bastidores da comunicação, a evolução do marketing brasileiro e os desafios de manter uma marca relevante em um cenário que muda todos os dias.
Assista ao comercial que está na TV aberta:
Casa do Construtor
Fundada em 1993, a Casa do Construtor oferece mais de 90 opções de equipamentos para todas as fases da obra, como container, andaime, betoneira, rompedor, misturador, compactador de solo, gerador e até itens mais leves como furadeira e serras. Com mais de 800 unidades no Brasil, além de nove no Paraguai, cinco no Uruguai, duas na Argentina, e uma no Chile, a Casa do Construtor é uma das únicas franquias com este formato no país. Ao longo de sua trajetória de sucesso, a Casa do Construtor recebeu diversos prêmios, incluindo Franquia do Ano, Selo de Excelência em Franchising por 23 vezes, e Personalidade do Franchising do Ano pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), concedido ao fundador Altino Cristofoletti Junior. Além disso, foi reconhecida 19 vezes com o prêmio Franquia 5 Estrelas pela PEGN (Pequenas Empresas & Grandes Negócios).