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Grupo do rope jump poderia faturar mais de R$ 15 mil no dia da tragédia

Organizadores do rope jump na Ponte do Esqueleto planejavam realizar cerca de 100 saltos no mesmo dia em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu; vídeos e câmeras eram cobrados à parte
Grupo do rope jump poderia faturar mais de R$ 15 mil no dia da tragédia

No sábado (13), dia em que a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, os organizadores da atividade tinham 92 saltos agendados, segundo relatos de testemunhas que acompanhavam a programação. Com a cobrança de R$ 180 por participante, a operação poderia gerar um faturamento bruto superior a R$ 16,5 mil, sem considerar os valores adicionais cobrados pelas gravações das experiências.

Vídeos eram vendidos separadamente

Além do valor do salto, os participantes podiam pagar por registros em vídeo. Segundo as investigações, Maria Eduarda desembolsou R$ 330 pela experiência, sendo R$ 180 pela atividade e outros R$ 150 pela gravação com câmera 360 graus.

Em outras divulgações, havia cobrança extra para imagens feitas com câmeras GoPro.

Ponte do esqueleto e grupo de funcionários do Rope jump em Limeira em acidente fatal de jovem que morreu pulando do mesmo.
Imagens: reprodução

Perfis nas redes sociais tinham milhares de seguidores

Nas redes sociais, perfis ligados ao grupo Entre Cordas acumulavam mais de 80 mil seguidores. As publicações utilizavam frases como “Você sonha. A gente realiza” e “Um salto para o extraordinário” para promover a atividade.

Após a morte da jovem, as páginas relacionadas aos organizadores saíram do ar.

Empresa não possuía CNPJ nem autorização

Em depoimento, integrantes do grupo admitiram que não possuíam CNPJ, alvará municipal ou autorização formal para realizar os saltos. A Polícia Civil apreendeu comprovantes de transferências bancárias e segue investigando a atividade.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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