O Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 após eliminar o Japão e agora aguarda o vencedor de Noruega x Costa do Marfim. O confronto, marcado para esta terça-feira (30), definirá o próximo adversário da Seleção de Carlo Ancelotti. Embora as duas equipes ofereçam riscos, a análise tática aponta que a Noruega apresenta um encaixe mais favorável ao estilo de jogo brasileiro.
Noruega aposta na qualidade ofensiva, mas oferece espaços
A principal força da Noruega está na qualidade individual de seus jogadores. Erling Haaland vive grande fase e é a principal referência ofensiva da equipe, enquanto Martin Ødegaard organiza praticamente todas as ações no meio-campo.
Apesar disso, o modelo norueguês costuma ser mais previsível. A equipe trabalha com posse de bola, utiliza um bloco médio e não realiza pressão alta durante todo o jogo. Dessa forma, o Brasil teria mais tempo para construir suas jogadas.
Além disso, a defesa norueguesa costuma sofrer quando enfrenta atacantes velozes. Vinícius Júnior, Rayan, Martinelli e Matheus Cunha poderiam explorar justamente esse espaço nas transições rápidas, uma das principais armas do time de Carlo Ancelotti.
Outro fator importante é que a Noruega normalmente permite que os adversários organizem o jogo desde a defesa. Isso favorece Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Casemiro, que conseguem participar mais da construção ofensiva.

Costa do Marfim representa um desafio físico e intenso
Se a Costa do Marfim avançar, o cenário muda completamente. A seleção africana aposta em intensidade máxima, pressão alta e muita força física durante os 90 minutos.
O meio-campo formado por Franck Kessié e Ibrahim Sangaré costuma pressionar constantemente a saída de bola adversária. Além disso, os pontas aceleram os contra-ataques e exploram os espaços deixados pelos laterais.
Esse modelo pode causar problemas justamente em um ponto que o Brasil apresentou dificuldades na Copa. Contra o Japão, por exemplo, a equipe sofreu bastante durante o primeiro tempo quando foi pressionada na saída de bola. Somente após os ajustes feitos por Carlo Ancelotti no intervalo a Seleção conseguiu controlar a partida, crescer no jogo e buscar a virada.
Outro aspecto que preocupa é o ritmo físico imposto pelos marfinenses. O confronto exigiria muito mais dos meio-campistas brasileiros, que precisariam acelerar a circulação da bola para evitar perdas em zonas perigosas.
Ao mesmo tempo, a Costa do Marfim também apresenta fragilidades. Quando adianta excessivamente suas linhas, costuma deixar muitos espaços nas costas da defesa, situação que poderia ser aproveitada pela velocidade dos atacantes brasileiros.

Noruega oferece o encaixe mais favorável ao Brasil
Pensando exclusivamente no aspecto tático, a Noruega parece ser o adversário mais confortável para a Seleção Brasileira.
Embora Haaland represente um enorme perigo dentro da área, o restante do sistema defensivo norueguês permite que o Brasil imponha seu estilo de jogo com maior naturalidade. A equipe europeia não costuma sufocar a saída de bola e oferece espaços para ataques em velocidade.
Já a Costa do Marfim apresenta características que podem neutralizar justamente os pontos fortes do Brasil. A pressão alta, a intensidade física e as transições rápidas lembram o cenário que mais incomodou a equipe de Carlo Ancelotti durante o Mundial.
Por isso, caso tenha a possibilidade de escolher apenas pelo encaixe de estilos, a Noruega surge como o adversário mais favorável para o Brasil buscar uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.