Trinta e seis bairros de Campinas estão com alto risco de transmissão de dengue, segundo o 27º Alerta de Arboviroses divulgado pela Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (2). O levantamento inclui regiões das áreas Leste, Noroeste, Norte, Sudoeste, Sul e Sudeste da cidade.
Bairros com alto risco de transmissão:
- Leste: Centro, Cambuí, Jardim Conceição, Parque Brasília, Jardim Boa Esperança, Vila 31 de Março
- Noroeste: Jardim Lisa, Residencial Colina das Nascentes, Jardim Maracanã, Jardim Rossin, Cidade Satélite Íris I
- Norte: Vila Francisca, Jardim Rosália, Vila Réggio, Jardim América, Vila Santa Isabel
- Sudoeste: DIC VI, Jardim Melina, Jardim Rosalina, DIC I, Jardim Capivari, Vila Palácios, Jardim Yeda, Parque Residencial Vila União
- Sul: Jardim Itatinga, Jardim Maria Rosa, Parque São Paulo, Jardim Campo Belo, Jardim São João, Cidade Singer I
- Sudeste: São Bernardo, Fundação Casa Popular, Jardim Leonor, Parque Itália, Ponte Preta, Vila Industrial
O alerta tem como objetivo incentivar a população a intensificar a verificação de possíveis criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas que recebem ações intensificadas para eliminação de criadouros.

As orientações valem para toda a cidade, incluindo bairros que estavam na semana anterior e não aparecem nesta edição.
A prevenção das arboviroses depende da participação da população. A Prefeitura mantém ações de controle e prevenção, mas cada morador deve colaborar no combate aos criadouros.
Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, cerca de 80% dos focos estão dentro das residências.
Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve adotar medidas simples, como:
- Deixar fechados os vasos sanitários que não estão sendo utilizados.
- Eliminar o acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos;
- Trocar a água dos vasos de plantas a cada dois dias;
- Retirar os pratinhos dos vasos ou higienizá-los com água, sabão e bucha a cada sete dias;
- Manter as caixas d’água sempre vedadas;
Critérios do alerta
A Secretaria de Saúde considera diferentes indicadores para a elaboração do alerta, como incidência de casos, registro de nova transmissão, necessidade de reforço em áreas com imóveis sem acesso, densidade populacional e informações sobre ações dos agentes. O alerta também se estende a bairros menores no entorno das regiões indicadas.
Histórico de casos em 2026
Entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, foram confirmados 3.305 casos de dengue em Campinas.
Entre 1º de janeiro e 17 de junho de 2026, foram realizadas 764.709 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas, além de 52.939 ações de nebulização costal.