A Polícia Civil prendeu em flagrante o proprietário de uma empresa que funcionava de forma irregular no Jardim Campo Grande, em Campinas, após encontrar cerca de 25 mil garrafas de vidro e produtos químicos utilizados na limpeza dos recipientes. Segundo a investigação, o estabelecimento operava sem as autorizações exigidas pelos órgãos competentes, o que motivou a autuação por crime ambiental. Após o pagamento de fiança, o investigado foi liberado para responder ao processo em liberdade.
Denúncia anônima deu início à investigação
A ação foi realizada no domingo (6) por equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Campinas.
As diligências começaram após a Polícia Civil receber uma denúncia anônima informando que uma empresa realizava a lavagem de garrafas de vidro com produtos químicos sem possuir autorização para exercer a atividade.
Ao chegarem ao endereço indicado, na Rua Pastor Samuel de Campos Chiminazo, no Jardim Campo Grande, os policiais confirmaram a denúncia.
Polícia encontrou 25 mil garrafas e produtos químicos
Durante a vistoria no imóvel, os investigadores localizaram aproximadamente 25 mil garrafas de vidro, além de produtos químicos utilizados na higienização dos recipientes.
De acordo com a Polícia Civil, a empresa não possuía as licenças e autorizações exigidas por órgãos responsáveis, como os de licenciamento ambiental, Vigilância Sanitária, segurança da infraestrutura, Sanasa e Prefeitura de Campinas.
Segundo os policiais, a atividade desenvolvida no local representava potencial risco ao meio ambiente e à saúde pública.
Proprietário foi preso em flagrante
Diante da situação, os policiais conduziram o proprietário da empresa até a sede da DIG, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.
O investigado responderá pelo crime previsto no artigo 56 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais, que trata do uso de substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas à saúde humana ou ao meio ambiente em desacordo com a legislação vigente.
Perícia esteve no local e homem foi liberado após pagar fiança
A Polícia Científica realizou perícia no imóvel para documentar as condições de funcionamento da empresa e coletar elementos que irão subsidiar a investigação.
Como o crime permite a concessão de fiança, a autoridade policial arbitrou o valor ainda na delegacia. Após o pagamento, o investigado recebeu alvará de soltura e responderá ao processo em liberdade.
Denúncias sobre crimes ambientais, funcionamento irregular de empresas ou descarte inadequado de produtos químicos podem ser feitas de forma anônima à Polícia Civil ou pelo Disque Denúncia 181.