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Senado aprova novas regras para o frete rodoviário; entenda o que muda

Medida aumenta multas para empresas, reforça a fiscalização e retira piso salarial
Caminhão de carga em rodovia cercada por vegetação, transportando contêiner; cenário que ilustra o frete rodoviário e mudanças aprovadas no Senado.

O frete rodoviário terá novas regras após o Senado aprovar, nesta terça-feira (14), a medida provisória que reforça o piso mínimo do transporte de cargas. O texto aumenta as punições para empresas que pagarem abaixo da tabela e segue agora para sanção presidencial.

A proposta manteve a obrigação de existir um valor mínimo para o serviço, mas não definiu uma quantia fixa. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) continuará responsável pelos cálculos e pelas atualizações da tabela.

O que muda no frete rodoviário

As novas regras do frete rodoviário tornam obrigatória a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT. O registro reúne dados sobre o contratante, o transportador, o trajeto e o valor pago pelo serviço.

A ANTT deverá atualizar a tabela a cada seis meses. Quando o preço dos combustíveis variar 5% ou mais, a agência terá até três dias úteis para divulgar os novos valores.

O cálculo deve considerar custos como combustível, manutenção, pneus, seguros, impostos, salários e o tempo gasto durante a carga e a descarga. A tabela atual também leva em conta fatores como distância, número de eixos e tipo de carga.

Multas podem chegar a R$ 1 milhão

Empresas que contratarem transporte abaixo do piso mínimo poderão receber multas entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão em casos de reincidência.

As punições também incluem a suspensão do registro do transportador. Nos casos mais graves, a ANTT poderá cancelar o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas por até 24 meses.

Plataformas digitais e intermediadores que oferecerem serviços abaixo do valor mínimo também poderão responder pelo descumprimento das regras.

O texto ainda estabelece prazo de até 30 dias úteis para o pagamento do frete. No caso dos transportadores autônomos, o contratante deverá adiantar pelo menos 70% do valor combinado.

Piso salarial de R$ 5 mil ficou fora do texto

A Câmara havia aprovado um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros de longa distância. No entanto, o Senado retirou esse trecho por considerar que o assunto não fazia parte da proposta original.

Com isso, acordos e convenções coletivas de trabalho poderão definir os salários da categoria. A exclusão não altera o piso mínimo cobrado pelo transporte de mercadorias.

A proposta também prevê anistia para determinadas multas aplicadas a caminhoneiros e transforma algumas penalidades administrativas anteriores em advertências. Casos de fraude, falsificação de documentos ou omissão intencional não entram no benefício.

Após a sanção, empresas e transportadores terão um período de adaptação. A regulamentação das novas regras deverá ocorrer em até 180 dias.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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