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Anvisa determina retirada de lotes da Mamba Water por contaminação

Testes realizados pela fabricante identificaram a presença da bactéria Pseudomonas em dois lotes da água mineral sem gás de 350 ml
Latas de água mineral natural Mamba Water sem gás, com foco em lote e marcação no recipiente, associadas à retirada de lotes contaminados determinada pela Anvisa.

Por meio de comunicado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário de dois lotes da Água Mineral sem Gás Mamba Water, de 350 ml, após testes realizados pelo fabricante identificarem a presença da bactéria Pseudomonas no produto. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela agência.

Os produtos incluídos na medida foram fabricados nos dias 3 e 4 de abril deste ano, com validade até as mesmas datas de 2027. Com a determinação, os lotes não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados.

“A empresa HNK BR Indústria de Bebidas Ltda. (CNPJ: 50221019000136), responsável pela marca Mamba Water, informou o recolhimento voluntário dos lotes 13 e 14 da Água Mineral sem Gás Mamba Water 350 ml. Segundo o fabricante, testes revelaram a presença da bactéria Pseudomonas no produto” declarou a nota da Anvisa.

Em seu site, a fabricante informou que não recebeu reclamações relacionadas aos lotes envolvidos e que aproximadamente 82% do volume dos produtos já foi bloqueado preventivamente. Consumidores que tenham adquirido unidades dos lotes afetados podem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 888 1090, de segunda a sábado, das 9h às 21h.

Pseudomonas aeruginosa

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente distribuída na natureza, com predileção por ambientes úmidos. Sua ocorrência é frequentemente observada no solo, em vegetais, em água estagnada e em superfícies que retêm umidade, como pias, torneiras, ralos, mangueiras e equipamentos de tratamento de água.

Esse microrganismo é classificado como um patógeno oportunista, uma vez que pode colonizar o organismo humano sem causar doença em indivíduos saudáveis. A ocorrência de infecções está associada principalmente ao comprometimento das defesas imunológicas ou à presença de portas de entrada que favoreçam o estabelecimento da infecção.

Além do potencial patogênico, Pseudomonas aeruginosa apresenta capacidade de sobreviver em água com baixa disponibilidade de nutrientes, tolerar variações de temperatura e formar biofilmes, estruturas que aderem às superfícies internas das embalagens e dificultam a ação dos desinfetantes.

Em razão dessas características, a bactéria pode persistir e apresentar crescimento no interior das embalagens por longos períodos, representando um potencial risco à qualidade microbiológica dos produtos.

“Para uma pessoa saudável e assintomática que consumiu o produto, a orientação é manter a observação nos dias seguintes, atentar ao surgimento de diarreia, febre, dor abdominal ou mal-estar. Não há indicação de uso preventivo de antibiótico nesse cenário e a automedicação deve ser evitada. A conduta muda para quem pertence aos grupos de risco, que nesse caso o ideal é procurar avaliação médica mesmo sem sintomas, para que o profissional decida sobre acompanhamento”, explica Dra. Mariana Wogel, médica nutróloga.

Histórico no mercado

Em maio, a Anvisa determinou medidas relacionadas aos produtos da Ypê após inspeções realizadas na fábrica localizada em Amparo (SP), em conjunto com a vigilância sanitária paulista. Durante as vistorias, foram identificadas falhas no controle de qualidade, equipamentos com sinais de corrosão, armazenamento inadequado de resíduos e a presença de Pseudomonas aeruginosa em lotes de produtos acabados.

No início de junho, novas medidas sanitárias foram adotadas após análises microbiológicas identificarem a mesma bactéria em lotes de água mineral natural sem gás da marca Crystal, fabricada pela Mineração Bom Jesus, em embalagens de 500 mL, resultando na determinação de retirada dos produtos do mercado.


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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