A insulina glargina começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e idosos com diabetes. O medicamento tem ação prolongada e, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação por dia.
A mudança faz parte da transição gradual da insulina NPH para o novo medicamento. Segundo o Ministério da Saúde, a medida pode proporcionar um controle mais estável da glicemia e reduzir o risco de episódios de hipoglicemia.
Quem pode receber a insulina glargina pelo SUS?
A nova oferta atende crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1. Pessoas com 70 anos ou mais, diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou 2, também fazem parte do público-alvo.
A substituição não ocorre de forma automática. Cada paciente precisa passar por uma avaliação clínica. A equipe de saúde analisará se a mudança no tratamento é adequada e segura.
Pais, responsáveis e cuidadores também podem solicitar a avaliação para crianças, adolescentes ou idosos que atendam aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Como conseguir o medicamento na UBS?
O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com uma receita médica emitida e carimbada. A equipe da unidade avaliará o quadro clínico e a possibilidade de trocar a insulina NPH pela insulina glargina.
Durante o atendimento, profissionais de saúde também orientarão o paciente e a família sobre a aplicação, o armazenamento e os cuidados necessários durante o tratamento.
Quem iniciar a nova terapia receberá uma caneta reutilizável, com validade de três anos, além das agulhas necessárias. O SUS fornecerá o medicamento em tubetes próprios para o equipamento.
Distribuição ocorre de forma gradual pelo país
Até segunda-feira, 13 de julho, o Ministério da Saúde havia enviado mais de 254 mil tubetes do medicamento para 16 estados. O governo também distribuiu 52.350 canetas reutilizáveis.
A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho. No entanto, a disponibilidade em cada UBS pode variar conforme o cronograma e a organização das redes municipais e estaduais de saúde.
A produção nacional ocorre por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo. Segundo o ministério, a iniciativa ajuda a manter estoques mais seguros para o SUS e amplia o acesso ao tratamento.
Foto destaque: Divulgação/ MS