O presidente Donald Trump afirmou que a China teria interferido nas eleições dos Estados Unidos de 2020 por meio de uma suposta fraude, disputa eleitoral em que foi derrotado pelo então candidato democrata Joe Biden. O pronunciamento sobre o tema foi feito ontem (16).
De acordo com Trump, documentos indicariam que, ao longo de vários anos, com início no ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China teria realizado uma das maiores violações de dados eleitorais já registradas. Segundo ele, a ação teria levado à obtenção indevida de informações de cerca de 220 milhões de eleitores norte-americanos.
Também foram feitas alegações de que a China teria tentado interferir nas eleições. Entre os pontos citados estão a presença de registros de não cidadãos e pessoas falecidas nas listas de eleitores, além de críticas à ausência de exigência de identificação do eleitor ou comprovação de cidadania em alguns processos eleitorais.
Durante o pronunciamento, o republicano afirmou que solicitará ao Kash Patel, diretor do FBI, uma investigação sobre esse caso. Além disso, declarou que membros da própria inteligência norte-americana teriam ocultado as supostas evidências de fraude.
Desde o retorno à Casa Branca, em 2025, declarações sobre a derrota para Biden nas eleições e as alegações relacionadas ao processo eleitoral continuam presentes nos pronunciamentos de Trump.
No entanto, as acusações relacionadas a supostas fraudes passaram por análises de auditorias eleitorais e pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato do presidente norte-americano. Os procedimentos de verificação realizados não apontaram provas de irregularidades que confirmassem fraude eleitoral ou interferência no funcionamento das urnas eletrônicas.
Taxação
Confirmado nesta quarta-feira (15), o novo aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros estabelece uma cobrança adicional de 25% sobre milhares de mercadorias exportadas pelo Brasil. A medida entra em vigor em 22 de julho.
O anúncio foi realizado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Conforme o órgão, a decisão foi tomada em resposta a práticas brasileiras que, segundo a avaliação do governo americano, prejudicam as relações comerciais entre os dois países.
Ainda de acordo com o governo norte-americano, houve tentativas de negociação com o Brasil ao longo do último ano. Mesmo após a adoção da tarifa, os Estados Unidos afirmaram que seguem abertos ao diálogo e à retomada das conversas.
Em resposta, a agência do governo brasileiro afirmou que o país manteve o diálogo aberto com as autoridades norte-americanas desde o início das investigações que levaram à imposição da tarifa. A nota destacou, porém, que o Brasil não reconhece a legitimidade do instrumento por considerar que ele não possui amparo nas regras multilaterais de comércio. Segundo o comunicado, foram realizadas mais de 30 reuniões entre as duas partes desde julho de 2025 e “não há qualquer justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”
Já Lula, afirmou em uma postagem em sua conta no X, antigo Twitter, que o governo está do lado do povo brasileiro. Com isso, ele falou em proteger os empregos no país.