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Criança presencia mãe grávida ser agredida e tenta interromper ataque em Bragança

Mulher relatou à polícia que sofreu socos, chutes e ameaças durante uma discussão; criança tentou impedir as agressões, segundo o BO
Viaturas da Polícia Civil em frente à unidade policial, com criança ao fundo em contexto de violência doméstica em Bragança Paulista envolvendo agressão contra mãe grávida

Um homem foi preso em flagrante na manhã de sábado (25), em Bragança Paulista (SP), suspeito de agredir e ameaçar a companheira, que está grávida. Segundo o boletim de ocorrência, o filho da mulher, de cinco anos, presenciou parte da situação e tentou defender a mãe. Além disso, a Polícia Civil registrou o caso como lesão corporal, ameaça e injúria no contexto da Lei Maria da Penha.

Mulher relata agressões durante a madrugada

De acordo com o relato da vítima, ela e o suspeito mantinham um relacionamento havia cerca de sete meses. Na madrugada do episódio, segundo a mulher, o companheiro consumiu bebida alcoólica e usou uma substância entorpecente antes de ficar agressivo.

Em seguida, ainda conforme o depoimento, o homem passou a exigir dinheiro. Como a mulher se recusou a entregar a quantia, ele teria iniciado as agressões com empurrões, socos, chutes e puxões de cabelo. Além disso, ela afirmou que o companheiro a derrubou no chão, fez ameaças de morte e proferiu ofensas.

Criança tentou impedir as agressões

Enquanto a situação acontecia, o filho da vítima, de cinco anos, acompanhou as agressões, segundo o boletim de ocorrência. Em determinado momento, a criança teria tentado impedir que o homem continuasse atacando a mãe.

No entanto, conforme o registro policial, o menino acabou sendo empurrado pelo suspeito.

Diante disso, a mulher pegou um objeto cortante e atingiu a mão do companheiro. Segundo o relato apresentado à polícia, ela tomou essa atitude para interromper as agressões e proteger a si mesma e o filho.

Vítima procura ajuda na Guarda Municipal

Logo depois, a mulher conseguiu sair da residência acompanhada do filho e procurou ajuda em uma base da Guarda Civil Municipal (GCM) localizada nas proximidades.

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram os dois bastante abalados. Na sequência, os guardas seguiram até a residência indicada pela vítima e encontraram o imóvel revirado, além de marcas de sangue.

Enquanto realizavam as buscas, os agentes descobriram que o suspeito havia retornado para casa. Então, a equipe foi até o endereço e efetuou a prisão em flagrante.

Conforme o boletim, os guardas precisaram usar algemas porque o homem estava exaltado e havia risco de resistência.

Suspeito nega agressões

Antes de seguir para a delegacia, o homem passou por atendimento médico devido ao ferimento na mão.

Durante o interrogatório, ele negou ter agredido a companheira. O suspeito afirmou que os dois apenas discutiram e disse que o celular da mulher caiu e quebrou durante a briga. Além disso, alegou que machucou a própria mão de maneira acidental.

Por outro lado, a autoridade policial analisou os relatos e os demais elementos apresentados na ocorrência e manteve a prisão em flagrante. Com isso, o homem responde, em tese, por lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica contra a mulher, ameaça e injúria.

Vítima pede medida protetiva

Segundo a Polícia Civil, a autoridade policial não concedeu fiança. Nesse caso, a decisão considerou a natureza dos crimes e a possibilidade de a Justiça decretar a prisão preventiva.

Além disso, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.

Por fim, o homem permaneceu preso e seguiu para a Cadeia Pública de Piracaia, onde ficou à disposição da Justiça. Agora, a Polícia Civil deverá investigar o caso por meio de inquérito policial.

Em situações de violência contra a mulher, a vítima pode procurar uma unidade policial para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência. Em caso de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Além disso, o Ligue 180 oferece orientação e informações sobre os serviços de atendimento às mulheres.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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