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Porto de Santos amplia vigilância após alerta internacional sobre o Ebola

Profissionais do complexo portuário passam por capacitações para resposta a possíveis ocorrências da doença.
Vista aérea do Porto de Santos com navios e estruturas portuárias às margens do rio, mostrando o cais e a movimentação no litoral paulista.

O Porto de Santos, no litoral paulista, amplia as ações de preparação para uma eventual ocorrência de Ebola em embarcações procedentes do exterior. A medida é adotada após a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitir a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para a Doença pelo Vírus Ebola (DVE).

As ações pela Autoridade Portuária de Santos (APS) são realizadas em conjunto com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre as iniciativas estão a capacitação dos profissionais que trabalham no ambiente portuário e o reforço da articulação entre os órgãos envolvidos na resposta a situações de emergência em saúde pública.

No fim de junho, profissionais da Praticagem participaram de um treinamento sobre o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI). O material é destinado a situações em que o prático precise embarcar em navios com suspeita da doença.

Já no mês passado, as equipes das clínicas médicas que atuam na área portuária também participaram de um treinamento. Durante a atividade, foram revisados aspectos gerais da doença e demonstradas as formas corretas de colocação e retirada dos EPIs.

Além das orientações práticas, os participantes tiveram acesso ao Anexo IV do Plano de Contingência do Porto de Santos para Eventos de Saúde Pública, documento que estabelece o Procedimento de Resposta para o Ebola. O material apresenta orientações para dois cenários: o atendimento de um caso suspeito a bordo e a resposta diante de um óbito suspeito durante a viagem.

Ebola

A Doença pelo Vírus Ebola é uma infecção que pode afetar seres humanos e outros primatas, como macacos. Os morcegos são considerados os principais reservatórios naturais, ou seja, animais que podem carregar o agente causador sem apresentar sintomas.

Desde a sua identificação, a doença tem sido monitorada pela comunidade científica devido ao seu potencial de causar surtos. O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, durante surtos registrados simultaneamente no atual Sudão do Sul e na República Democrática do Congo.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da infecção pelo vírus Ebola incluem:

  • Febre e/ou calafrios;
  • Cefaleia;
  • Fraqueza;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Manifestações hemorrágicas.

Histórico

Até 1º de agosto, a República Democrática do Congo havia registrado 3.748 casos confirmados e 1.657 mortes confirmadas, segundo dados da OMS. Os registros ocorreram em 49 zonas de saúde localizadas em cinco províncias.

Milhares de contatos permaneciam sob monitoramento, com aproximadamente 80% dessas pessoas sendo acompanhadas diariamente.

Além das medidas de vigilância e acompanhamento dos casos, os esforços de prevenção também avançam com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de vacinas contra a doença. Uma candidata específica para a cepa Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Instituto Serum da Índia, iniciou a Fase 1 de testes no Reino Unido em 24 de julho.

Além das medidas de vigilância e acompanhamento dos casos, os esforços de prevenção também avançam com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de vacinas contra a doença. Uma candidata específica para a cepa Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Instituto Serum da Índia, iniciou a Fase 1 de testes no Reino Unido em 24 de julho.

Outras iniciativas de pesquisa também estão em andamento. Uma segunda vacina candidata, desenvolvida pela Moderna, tem previsão de iniciar a Fase 1 de estudos no Canadá ainda nesta semana.

Porto de Santos com vista aérea do cais e filas de contêineres no terminal, navios e atividades portuárias ao lado do canal em cenário urbano costeiro.
Ações preventivas foram reforçadas após declaração da OMS sobre emergência de saúde pública internacional. – Crédito: Divulgação/Prefeitura de Santos


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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