Um cabo da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e uma garota de programa trans foram levados à delegacia após uma confusão durante um encontro sexual no Guarujá, no litoral de São Paulo. A mulher relatou à PM que o policial teria se recusado a pagar por um novo encontro após fazer um “pedido especial” e tentado agredi-la.
Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, Jeniffer Machuca Sem Piedade afirmou que o policial pediu que ela continuasse a “socar forte”. Ainda conforme o relato, depois que ela atendeu ao pedido, o homem teria se recusado a pagar para que o programa continuasse. A mulher também disse que ele teria feito uso de entorpecentes e apresentado comportamento agressivo.
O relato aponta ainda que o PM teria tentado agredir Jeniffer com uma garrafa, mas que ela conseguiu empurrá-lo para fora da residência onde estavam e acionou a polícia. Quando os agentes chegaram, o cabo teria tentado deixar o local, mas foi abordado. Segundo a equipe, ele estava agitado e inicialmente se recusou a fornecer a identificação, mas depois foi identificado como policial militar da ativa.
Os dois foram encaminhados ao Pronto-Socorro (PS) São João e, na sequência, levados ao 2º Distrito Policial (DP) do Guarujá, onde, conforme apurado pelo VTV News, o caso foi apresentado ao delegado de Plantão.
“Os fatos levados ao conhecimento da polícia judiciária não se traduziam em hipóteses penais, uma vez que a parte que acionou a Polícia Militar referiu que apenas queria que o envolvido saísse do local”,
disse o delegado Marco Antônio, titular do 2º DP, à reportagem.

Sem boletim de ocorrência
Ainda segundo o delegado, a garota de programa não quis formalizar a denúncia junto à Polícia Civil. “Perguntada, a parte declinou quanto ao interesse em registrar a então anunciada ameaça, sendo todos dispensados, ainda porque o policial demandava cuidados médicos dada a embriaguez aparente”, explicou.
O caso foi encaminhado ao comando do batalhão rodoviário, responsável pelo acompanhamento administrativo da ocorrência. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não retornou. Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que não localizou, até o momento, registro na Polícia Civil com os dados apresentados.
*Com informações do Metrópoles e da jornalista Giovanna Veiga, da VTV SBT