O Papo de Síndico discutiu regras de convivência e gestão para condomínios. O quadro do VTV News contou com a participação de Tiago Marsaioli, que explicou como síndicos podem lidar com situações envolvendo jogos do Brasil, organização administrativa e divisão de despesas.
Lei do silêncio vale durante os jogos
Durante o Papo de Síndico, Tiago Marsaioli explicou que a legislação não pode ser alterada pelo condomínio para atender a uma situação específica. “A lei de silêncio é lei para todo mundo, né? Então assim, não se muda”, afirmou.
Segundo Marsaioli, o síndico pode adotar bom senso em situações pontuais. Em partidas que terminem depois das 22h, por exemplo, o gestor pode flexibilizar a cobrança das regras naquele momento.
Essa tolerância, porém, não deve virar uma regra permanente. “Não pode virar regra”, destacou Tiago ao comentar situações especiais durante a Copa do Mundo.
A convenção e o regimento interno continuam importantes nesses casos. Os documentos definem regras próprias para a convivência e o uso das áreas comuns do condomínio.
Subsíndico pode auxiliar na administração
Tiago Marsaioli também explicou que o cargo de subsíndico não aparece como uma obrigação no Código Civil. A convenção do condomínio, no entanto, pode prever a existência dessa função.
“Ele nem tá previsto na lei. Ele não é previsto em lei no Código Civil, mas muitas convenções preveem a possibilidade de ter um subsíndico”, explicou.
A função pode ter importância em grandes condomínios. Empreendimentos com várias torres e muitas unidades possuem uma estrutura maior de administração.
Nesses casos, o subsíndico pode ajudar o síndico na condução das demandas. As atribuições dependem das regras estabelecidas pela convenção de cada empreendimento.
Individualização do gás pode mudar cobrança
Outro assunto discutido no Papo de Síndico foi a individualização do gás. O sistema utiliza um medidor para registrar o consumo de cada unidade.
Tiago comparou o modelo à individualização da água. “Você tem o medidor lá, o gasômetro, que vai medir o consumo da sua unidade”, explicou.
Com esse sistema, cada apartamento pode pagar pelo volume de gás que realmente consumiu. A medida pode estabelecer uma divisão diferente daquela feita por uma cobrança coletiva.
O entrevistado citou como exemplo uma pessoa que utiliza o gás com frequência para preparar alimentos. Nesse caso, o consumo pode ser maior do que o de outro apartamento.
Estrutura do prédio pode impedir instalação
A individualização do gás não pode ser implantada em todos os condomínios. A estrutura do edifício pode limitar a instalação dos medidores.
“O interessante é que o seu condomínio individualize, se possível. Às vezes a estrutura do condomínio não possibilita essa individualização”, afirmou Tiago Marsaioli.
Por isso, o condomínio precisa verificar as condições técnicas do prédio antes de decidir pela mudança. A análise deve considerar a estrutura existente e a viabilidade da instalação.
Portarias também passam por mudanças
O quadro também abordou o uso de novas tecnologias na portaria dos condomínios. Entre os recursos citados estão sistemas que utilizam inteligência artificial.
A tecnologia pode fazer parte dos processos de controle e atendimento nas entradas dos empreendimentos. A adoção depende das necessidades e das regras de cada condomínio.
Os temas apresentados por Tiago Marsaioli mostram diferentes questões que podem fazer parte da rotina dos síndicos. Regras de convivência, funções administrativas, cobrança individualizada e tecnologia exigem análise conforme as características de cada prédio.