O piloto de paramotor Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 10 metros durante um voo em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência (BO), uma linha de pipa teria atingido o equipamento e provocado o rompimento da asa. Adriano foi socorrido com vida no domingo (23), mas morreu no hospital na segunda-feira (24).
De acordo com o relato da esposa à Polícia Civil, uma linha de pipa teria atingido o equipamento durante o voo, causando o rompimento da asa e a perda total de sustentação. Segundo as informações repassadas a ela, havia várias pessoas soltando pipas na praia, mas não foi possível identificar quem seria o responsável pela linha. Um vídeo obtido pelo VTV News mostra o momento do acidente (veja mais abaixo).
Ainda segundo o relato da esposa, que consta no boletim de ocorrência (BO), a pessoa que teria soltado a linha que atingiu o equipamento não foi localizada após o acidente. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), o caso foi registrado como morte suspeita e encaminhado ao 1º Distrito Policial (DP) de Itanhaém. O instrutor do voo ainda não foi localizado pela reportagem, mas o espaço fica aberto para complementos.
O caso aconteceu na praia de Bopiranga, no domingo (23). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado às 13h14 e realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) no local. Adriano foi encontrado com trauma e hematoma na região frontal, além de fratura na tíbia e escoriações.
Politraumas
A vítima foi levada ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde passou por exames, incluindo tomografia. Também foram constatadas uma fratura em uma costela e um hematoma na região glútea. Por volta das 21h, Adriano foi transferido para o Hospital Ana Costa, em Santos, devido ao agravamento do quadro.
Ele foi submetido a uma cirurgia durante a madrugada de segunda-feira (24) para identificar e controlar a origem de um sangramento interno na região do glúteo. Com a pressão arterial instável, o quadro não melhorava.
Apesar da intervenção, Adriano não resistiu aos ferimentos e morreu. Conforme a Guia de Encaminhamento de Cadáver apresentada pela esposa à polícia, o médico apontou que os politraumas evoluíram para choque hemorrágico e neurogênico. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O que diz a prefeitura
Em nota ao VTV News, a Prefeitura de Itanhaém, por meio da Secretaria de Saúde, informou que o uso, o fornecimento e a venda de cerol são proibidos no município pela Lei Municipal nº 4.351, de 2019.
A Administração também afirmou que “os pais e/ou responsáveis legais respondem civilmente pelos ilícitos praticados por seus filhos menores ou representados legais”, conforme previsto no artigo 932 da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, o Código Civil. O órgão informou ainda que a Guarda Civil Municipal (GCM) não recebeu nenhuma denúncia relacionada ao uso de cerol na data do ocorrido.
Quem era o piloto
Adriano era morador de Cubatão e trabalhava como encarregado de máquinas pesadas em Guarujá, também no litoral de São Paulo. Ele era casado havia mais de 20 anos com a cabeleireira Ivaneide da Silva Vicente e deixa uma filha de 16 anos. O corpo foi velado e sepultado nesta quarta-feira (26), em Cubatão.
