Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre prevenção ao suicídio realizada durante o mês de setembro, com ações em diferentes espaços do Brasil. A mobilização busca ampliar o acesso à informação, estimular a procura por ajuda e orientar a população sobre formas responsáveis de acolher pessoas em sofrimento.
Setembro Amarelo reúne ações de prevenção em setembro
A campanha ganha destaque no dia 10 de setembro, data reconhecida como Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza a data para ampliar a discussão sobre o tema e fortalecer estratégias de prevenção.
O Setembro Amarelo também integra ações de saúde pública no Brasil. A prevenção exige atenção contínua. Por isso, a campanha busca reduzir o estigma e facilitar o acesso das pessoas aos serviços de saúde e às redes de apoio.
Dados sobre suicídio mostram dimensão do problema
A OMS estima que mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Para cada morte, existem muitas outras tentativas, segundo a organização.
O suicídio foi a terceira principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos em 2021. A OMS também aponta que 73% das mortes ocorreram em países de baixa e média renda.
No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 15.507 mortes por suicídio em 2021. Entre 2010 e 2021, a taxa de mortalidade passou de 5,2 para 7,5 por 100 mil habitantes. O aumento foi de 42%.
Carlos Alberto dos Santos Gomes, médico especializado em saúde mental e responsável técnico do Hospital IGESP Litoral, ressalta a importância de abordar o tema com sensibilidade e informação. “O Setembro Amarelo existe para mostrar a necessidade de se conversar à respeito da saúde mental e prevenir o suicido. A questão da ansiedade e depressão estão muito presentes em nossas relações humanas por diversos fatores, como internet e alta exposição das pessoas, abuso de substâncias (como álcool e drogas) entre outros fatores que acabam desencadeando essas patologias.”
Como identificar sinais de sofrimento emocional
Não existe um único perfil de pessoa em risco. Mudanças recentes no comportamento podem indicar que alguém precisa de atenção e apoio.
Falas sobre morte, desesperança, isolamento repentino e alterações importantes na rotina merecem cuidado. O uso maior de álcool ou outras drogas também pode acompanhar períodos de crise.
A OMS destaca que fatores sociais, psicológicos, biológicos e ambientais podem participar do comportamento suicida. Uma tentativa anterior também aumenta o risco e exige acompanhamento adequado.
Santos Gomes também destaca que algumas observações comportamentais devem ser observadas, tais como: alterações nos hábitos alimentares ou de sono, o desejo repentino de organizar questões pessoais e cartas de despedidas.
A ansiedade, crise de pânico e depressão são questões muito delicadas, pois, segundo o médico do IGESP, muitas pessoas não conseguem distinguir quando estão com uma crise de ansiedade/pânico ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Isso acontece por conta dos sintomas que sentem, formigamento no corpo, dor de estômago, tontura, dores de cabeça e até desmaios fazem parte da lista. “O recomendado é sempre procurar um hospital para realizar um exame clínico, com isso o médico poderá verificar os resultados clínicos e analisar o quadro”, afirma Santos Gomes.
Por isso, familiares e amigos não precisam tentar diagnosticar a situação. O mais indicado é ouvir sem julgamentos e ajudar a pessoa a buscar atendimento profissional.
Onde buscar ajuda durante uma crise
Quando existe risco imediato, a situação exige atendimento de urgência. Nesses casos, a pessoa deve procurar uma UPA, pronto-socorro ou hospital. O SAMU pode ser acionado pelo número 192.
O CVV oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, durante 24 horas. O serviço também disponibiliza atendimento por chat e e-mail.
Em 2025, o CVV registrou cerca de 2 milhões de atendimentos. A instituição informa que seus voluntários oferecem escuta com sigilo e anonimato. “Devemos lembrar que o suicídio é evitável e que cada vida é preciosa. É vital que todos nós, como sociedade, nos preocupemos e continuemos unidos na luta contra o estigma e na promoção do cuidado pela vida”, finaliza o médico.
A campanha Setembro Amarelo reforça que informação e acesso à ajuda fazem parte da prevenção. Quem percebe sofrimento persistente em si mesmo ou em outra pessoa pode procurar uma unidade de saúde ou um profissional especializado.
Sobre o Grupo Trasmontano
Com 94 anos de história no setor da saúde, o Grupo Trasmontano é um ecossistema completo composto pela operadora Trasmontano Saúde, que reúne mais de 140 mil vidas, e pela rede de serviços própria IGESP, que possui selo de qualidade internacional e conta com o Hospital IGESP Paulista e o Hospital IGESP Santana na capital e também, o IGESP Litoral, em Praia Grande, além dos Prontos Atendimentos em Santos e Guarujá e unidades ambulatoriais distribuídas por São Paulo, ABC e litoral paulista.
A rede própria conta também com o IMD Medicina Diagnóstica, referência em eficiência e alta tecnologia em serviços de Análises Clínicas. O Grupo possui ainda a FASIG – (Faculdade de Ciências da Saúde IGESP), voltada para a formação qualificada de novos profissionais para o mercado de saúde no país.
Para outras informações, acesse: www.trasmontano.com.br.