A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações. A empresa de Freixo foi utilizada para realizar repasses do banqueiro Daniel Vorcaro destinados ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.
Informações apuradas pelo jornal O Globo, os valores, por sua vez, eram direcionados ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos responsável por administrar os recursos destinados ao “Dark Horse”. Na sequência, o dinheiro era encaminhado à Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.
No caso deste filme, esta é a primeira colaboração premiada firmada no âmbito das investigações. O acordo também representa a segunda delação relacionada às apurações sobre a fraude financeira envolvendo o Banco Master.
Com o acordo já assinado com a PGR, a proposta de colaboração deverá ser encaminhada ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal e também do inquérito que apura o financiamento.
As apurações sobre o caso “Dark Horse” buscam esclarecer se o financiamento da produção ocorreu de forma regular e verificar a destinação dos recursos repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Histórico
O banqueiro esteve envolvido no financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro, em negociações que incluíram contato direto com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência. Entre fevereiro e maio de 2025, Vorcaro chegou a repassar R$ 61 milhões para a produção do filme.
De acordo com o Intercept, Vorcaro repassou R$ 61 milhões para a produção do filme Dark Horse entre fevereiro e maio de 2025. O valor teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado e outro filho do ex-presidente.




