Os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomaram, nesta segunda-feira (31), as negociações sobre o comércio entre os dois países. A iniciativa ocorre após a Casa Branca aplicar, de forma unilateral, uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras em 22 de julho.
A retomada das tratativas acontece após uma conversa por telefone entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto. Na ocasião, Lula reiterou a posição do governo brasileiro de que a medida adotada pelos Estados Unidos é infundada.
Tarifas impostas pelos EUA
Além da tarifa de 25%, os EUA estabeleceram uma taxa adicional de 12,5%, sob a justificativa de que o Brasil não estaria combatendo adequadamente o trabalho forçado. O mesmo argumento foi utilizado pelo governo norte-americano para aplicar tarifas sobre outros 59 países e na União Europeia.
No caso da maior tarifa, exclusiva para produtos brasileiros, o governo Trump utilizou como base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O órgão alegou que o Brasil adota práticas “desleais” na relação comercial com os Estados Unidos, citando questões relacionadas aos pagamentos eletrônicos, como o PIX, e ao acesso ao mercado de etanol.
Posição do governo brasileiro
Na avaliação do governo brasileiro, a principal tarifa possui motivação política e não corresponde à realidade da relação comercial entre os países. Já a taxa adicional de 12,5% seria uma forma de substituir o tarifaço que havia sido derrubado pela Suprema Corte do país em fevereiro.
