Lula defendeu nesta quarta-feira (9) a divulgação integral das investigações do caso Master e cobrou transparência nas apurações. A manifestação ocorreu em meio a novos conflitos no STF sobre o andamento do caso e o acesso a informações dos autos.
Lula cobra transparência nas investigações
Lula afirmou que o Brasil precisa conhecer o conteúdo completo das apurações relacionadas ao Banco Master. O presidente também classificou o momento como uma crise institucional no Judiciário.
A manifestação ocorreu após decisões recentes envolvendo o ministro André Mendonça. O magistrado determinou o levantamento do sigilo de autos relacionados ao caso. A decisão consta no processo disponível no site oficial do STF.
Segundo Lula, a divulgação parcial de informações pode interferir no ambiente político. O presidente relacionou os chamados vazamentos seletivos à disputa eleitoral de 2026.
Presidente cita divulgação de informações
Lula também mencionou a Operação Spoofing ao defender maior abertura das informações. A investigação envolveu a invasão de celulares de autoridades públicas.
O presidente pediu que as informações relacionadas ao caso Master sejam divulgadas de forma ampla. A defesa da abertura vale, segundo ele, independentemente de quem apareça nas investigações.
Caso Master envolve investigação da Polícia Federal
O caso Master é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. O STF informa que a apuração envolve suspeitas de fraudes bilionárias no mercado financeiro.
A investigação também alcançou a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em março, o STF prorrogou por 60 dias o prazo para novas diligências solicitadas pela Polícia Federal.
Relatórios passaram por mudanças de sigilo
A discussão sobre transparência ganhou força depois que documentos do processo passaram a ser públicos. O STF registrou o levantamento do sigilo em autos relatados por André Mendonça.
Em outro procedimento, o presidente do Supremo, Edson Fachin, determinou esclarecimentos sobre possíveis irregularidades em investigações que envolvem autoridades com foro na Corte. A medida alcançou ministros, a Procuradoria-Geral da República e a direção da Polícia Federal.
Disputa envolve atuação de ministros do STF
O caso também provocou divergências entre ministros do Supremo. A Presidência da Corte abriu procedimento para analisar questões relacionadas à condução de investigações da Polícia Federal.
O despacho de Fachin estabeleceu prazo para manifestações de Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues. O documento ressalvou que a apuração não representa antecipação de decisão sobre as acusações.
A defesa apresentada por Lula ocorre, portanto, enquanto diferentes autoridades analisam procedimentos, documentos e decisões ligados ao caso. A discussão sobre o acesso às informações permanece no centro dos desdobramentos.
A posição do presidente é pela divulgação completa dos elementos das investigações. O caso segue em análise no Supremo e na Polícia Federal, com novas decisões podendo alterar o andamento das apurações.




