Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

O fuso horário do seu prato: como a hora de comer pode mexer com seu corpo

Órgãos como fígado, intestino e músculos seguem ciclos próprios, influenciados pelo horário das refeições
Pessoa observando alimentos na geladeira em uma cozinha à noite, com elementos visuais ao redor sugerindo o fuso horário do seu prato e o tema “hora de comer” e efeitos no corpo.

Você dormiu por sete horas, acordou no horário, não teve insônia, não virou a noite, não bebeu na véspera. E mesmo assim acorda cansado, a manhã passa devagar, o raciocínio custa a engatar, o café não resolve, e a sensação de estar realmente acordado só chega mais tarde.

Quase todo mundo já viveu isso e culpou alguma coisa, a idade, a semana pesada, o tempo. Mas existe uma explicação melhor, o horário que você comeu nos últimos dias.

Seu corpo tem mais de um relógio

A ideia mais comum sobre ritmo biológico é a de um relógio só, no cérebro, acertado pela luz do dia e ele existe, porém não trabalha sozinho.

O fígado tem o próprio relógio, o músculo também, o intestino também. Cada um desses órgãos funciona em ciclos ao longo do dia, e o que acerta esses relógios não é a luz, é a hora em que a comida chega.

Um estudo testou isso de forma bem direta. Os pesquisadores atrasaram as refeições em cinco horas e mantiveram sono e luz exatamente iguais. O relógio do cérebro não se mexeu, já o ritmo do açúcar no sangue atrasou quase seis horas, e um dos genes que controlam o relógio da gordura corporal também atrasou. É ainda um estudo pequeno, mas o que ele mostra é claro, mudar a hora da comida mexe com os relógios do corpo, mesmo quando o do cérebro continua no lugar.

Uma sensação que você já conhece

Quem já viajou para outro fuso horário sabe bem o que é isso, você chega, dorme bem na primeira noite, e mesmo assim passa três dias estranho. Fome fora de hora, intestino desregulado, sono às três da tarde e está alerta à meia-noite. O corpo só está marcando horas diferentes umas das outras.

Quem viaja se recupera em poucos dias, porque tudo volta a se alinhar. A diferença de quem come em horários bagunçados durante anos é que essa versão mais leve do descompasso nunca termina, ela vira estado permanente, discreto o suficiente para ser confundido com cansaço normal.

É como uma casa em que cada relógio marca uma hora um pouco diferente, nenhum está quebrado e dá para viver assim, você só nunca sabe direito que horas são.

Na prática, é isso que explica a manhã lenta de quem dorme razoavelmente bem, seu corpo ainda está terminando de fechar o dia anterior enquanto o novo já começou.

O mais surpreendente é que essa é uma das variáveis mais fáceis de corrigir, e uma das mais difíceis de acertar sozinho.

Fácil porque não exige restrição nem regra rígida, mas difícil porque o ajuste depende inteiramente de como o seu dia é construído, a que horas você acorda, quando treina, quando viaja, o que a sua agenda realmente permite.

Duas pessoas com a mesma queixa de manhã lenta podem precisar de ajustes opostos, e a receita que funcionou para o colega tem chance real de piorar o seu caso.

É por isso que esse tipo de correção quase nunca vem de conselho genérico, precisa averiguar o seu dia inteiro, com nome e horário em cada linha, e identificando onde o descompasso começa.

Você acerta o relógio assim que muda de fuso, mas quando foi a última vez que acertou os relógios da saude?


Continua após a publicidade

Autor

  • Thays Pomini

    Casada, mãe de 2 meninos, nutricionista, pós-graduada em Nutrição Estética e Esportiva, Nutrição Fitoterápica e Epigenética.

    CEO da Clínica Thays Pomini, referência em emagrecimento, estética avançada, saúde hormonal e saúde da mulher.

    Atua também como palestrante em eventos, congressos, empresas e instituições.

    Conselheira do Comitê da Mulher da Associação Comercial de Santos, integrante do grupo Mulheres Inspiradoras e Embaixadora da Associação Amparo Maternal (SP). Voluntária das creches do Instituto Anglicano.

    Madrinha, organizadora e apoiadora do projeto Tripulantes do Cenep, em parceria com o Porto de Santos, Cenep e Deck4.

VEJA TAMBÉM

Eleitores da Baixada Santista foram às urnas no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo (25). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Eleições 2026: veja como cada cidade da Baixada Santista votou no segundo turno

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, e ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante entrevista.

STF e TSE descartam anulação da eleição após pedido de Flávio Bolsonaro

Acusado de duplo homicídio em sítio de Bragança Paulista vai a júri popular

Acusado de duplo homicídio em sítio de Bragança Paulista vai a júri popular

Pesquisa revela que 66% dos consumidores se arrependem de perder promoções na Black Friday, enquanto 17% lamentam compras realizadas.Foto: Freepik

Black Friday: 66% dos consumidores se arrependem mais de perder ofertas do que de comprar

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.